Classes B e C de mudança para o interior

Em: 11 de março de 2011
O rápido crescimento demográfico em Manaus está fazendo com que as construtoras locais repensem a estratégia para abrigar as classes B, C e D
O rápido crescimento demográfico em Manaus está fazendo com que as construtoras locais repensem a estratégia para abrigar as classes B, C e D

O rápido crescimento demográfico em Manaus está fazendo com que as construtoras locais repensem a estratégia para abrigar as classes B, C e D. Em breve, elas estarão concentradas em municípios próximos à capital, considerados como a região metropolitana. O motivo para a mudança de endereço é porque o custo do metro quadrado em Manaus chega a custar até dez vezes mais caro do que em municípios como Iranduba (a 34 km da capital).
Na avaliação do vice-presidente do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas), Frank Souza, o interior deverá receber as famílias das classes B e C a longo prazo, porém a infra-estrutura ainda será um obstáculos para as construtoras.
“O interesse das construtoras para obras de imóveis no interior do Estado é médio. Toda área que tem terreno acessivo e com um preço mais em conta torna-se atrativa. O problema será a questão da infraestrutura nesses locais, como comércio e escola.”, previu.

Empreendimentos futuros

Para o proprietário da Platinum Construções, Ricardo Benzecry, que recentemente adquiriu dois lotes de terras em Iranduba, de 600 mil metros quadrados cada, as empresas deverão se focar mais no interior com produtos destinados aos segmentos B e C. Para ele, os empreendimentos futuros a serem lançados na capital contemplarão, sobretudo, a classe A.
“Manaus tem uma tendência de crescer apenas para aqueles lados, até porque a oferta de terreno naquelas áreas é grande. Vamos usar os dois terrenos que compramos para fazer imóveis paras os publicos B e C em Iranduba”, comentou Benzecry.
Outra empresa que está com planos mais concretos para o interior é a Obelisco Engenharia, que lançará, em breve, o Residencial Terrara, situado no quilômetro dois da BR-174, que liga Manaus ao município de Presidente Figueiredo (distante a 107 km). O investimento com VGV (Valor Geral de Vendas) foi de R$ 20 milhões e é voltado para as classes C e D que possuem renda familiar em torno de R$ 3.000.
O Terrara é um projeto piloto da construtora e de acordo com a assessora de marketing da Obelisco Engenharia, Loren Lunière, a empresa estudará o ritmo de desenvolvimento da região para lançar outros empreendimentos. “A principio o objetivo é oferecer solução em moradia e onde houver oportunidades de negócios, porque não investir?”, disse.
Este novo foco de algumas construtoras é um reflexo provocado pelo Plano Diretor da região metropolitana que incentiva obras no entorno de municípios conectados com a Ponte Rio Negro. Se ele for seguido à risca, a área metropolitana deverá crescer de forma organizada e planejada.
A Região Metropolitana de Manaus concentra sete municípios do interior (Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba, Novo Airão e Manacapuru). Juntos, esses municípios somam uma extensão territorial oito vezes maior que Manaus. Outro fator que as torna a iniciativa interessante é a baixa densidade demográfica da região –um pouco mais de três habitantes por quilômetro quadrado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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