CMA acompanha crise em países vizinhos

Em: 4 de março de 2008
O CMA (Comando Militar da Amazônia) acompanha a crise diplomática envolvendo a Calômbia, a Venezuela e o Equador, através do monitoramento das fronteiras e também pela imprensa, sem, contudo, mudar a rotina dos quartéis.
O CMA (Comando Militar da Amazônia) acompanha a crise diplomática envolvendo a Calômbia, a Venezuela e o Equador, através do monitoramento das fronteiras e também pela imprensa, sem, contudo, mudar a rotina dos quartéis.

Segundo o chefe da Seção de Comunicação Social do CMA, tenente-coronel Pontes, toda participação do governo brasileiro no desenrolar da crise está em nível da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores.
Até agora, o posicionamento do CMA é de que se trata de um problema entre países da América Latina que, embora dois deles façam fronteira com o Brasil, não mereceu ainda uma movimentação de tropas nacionais ou qualquer estado de alerta nos quartéis. O tenente-coronel informa que o comando da Amazônia está preparado para realizar esta movimentação, caso o governo brasileiro entender que seja necessário, mas garantiu que a situação está normalizada em toda a área de fronteira, apenas com o monitoramento normal e rotineiro.
“Não temos planos de reforçar os postos de fronteira porque nosso contingente na área é suficiente para garantir a soberania e a inviolabilidade de nosso território”, afirmou o militar. Segundo ele, o CMA não crê em envolvimento de tropas brasileiras, caso haja um recrudescimento da crise envolvendo países que fazem fronteira com a Amazônia. “Nós temos controle sobre nossas fronteiras e este conflito não nos envolve militarmente”, comentou o oficial.
Segundo o tenente-coronel Pontes, a situação está normalizada, tanto que o comandante do CMA, general-de-exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira, não adiou a viagem para Brasília, onde foi participar da reunião, já agendada há um ano, que discutirá as promoções para os novos generais. “O comandante só retorna na próxima semana, mas sua viagem não está relacionada com a crise entre Colômbia, Venezuela e Equador”, comentou.

Conflito resulta na mobilização de tropas

A crise diplomática que resultou na mobilização de tropas nas fronteiras entre Colômbia e Venezuela, e também do Equador, ini­ciou com o ataque colombiano a um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que resultou na morte de Raul Reyes, o segundo na hierarquia do grupo. O ataque ocorreu em território equatoriano, o que enfureceu os presidentes Rafael Correa, do Equador, e Hugo Chávez, da Venezuela.
O governo venezuelano chegou a enviar para a fronteira com a Colômbia dez batalhões do Exército e também aviões da Força Aérea e ordenou a retirada de Bogotá, capital colombiana, do corpo diplomático da Venezuela.
O governo equatoriano não aceitou os pedidos de desculpas da Colômbia e exi­giu indenização pelos eventuais prejuízos causados pelo ataque ao seu território. O ápice da crise se estabeleceu quando Hugo Chávez disse que tal atitude poderia ocasionar a deflagração de guerra no continente.

Amazônia
brasileira

O CMA é responsável pela proteção da Região Norte do Brasil, que inclui a maior parte da Amazônia brasileira, com área de 5,2 milhões de metros quadrados, que se estende pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e partes de Tocantins e Maranhão.
O comando tem um efetivo de cerca de vinte mil homens e a responsabilidade de consolidar e guarnecer mais de onze mil quilômentos de fronteiras com sete países sul-americanos.
Para proteger a Amazônia, o CMA está organizado com cinco brigadas de infantaria de selva, espalhadas pelas cidades de Boa Vista, em Roraima, Marabá, no Pará, Porto Velho, em Rodônia, e São Gabriel da Cachoeira e Tefé, ambas no Amazonas.
Além dessas grandes unidades operacionais, dispõe, ainda, das 8ª e 12ª Regiões Militar, a primeira estabelecida em Belém e a segunda em Manaus, que são comandos logísticos-administrativos, além do 2º Grupamento de Engenharia de Construção, encarregado da construção de aquartelamentos e suas infra-estruturas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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