O CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu em 4,5% a meta de inflação para 2012, com variação de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Neste ano e em 2011, o centro da meta de inflação também é de 4,5%.
Ainda ontem o CMN manteve em 6% a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) para o período 1 de julho a 30 de setembro deste ano.
O CMN dobrou o limite de saldo para as chamadas “contas simplificadas’’, que visam facilitar o acesso da população de baixa renda aos serviços bancários. As contas simplificadas são contas correntes destinadas à população de baixa renda, cujo saldo não pode ultrapassar R$ 1.000 e as movimentações só podem ser feitas por cartão magnético, sendo isenta de tarifas.
O CMN aumentou esse limite para R$ 2.000, também reajustando o valor do bloqueio de conta para R$ 5 mil. Antes, caso o correntista apresentasse saldo superior a R$ 3.000 a qualquer momento, sua conta seria bloqueada pelo banco.
O conselho justificou o aumento pela evolução do salário mínimo, que era de R$ 260 na época da criação das contas simplificadas, em 2004, e aumentou para R$ 510 atualmente.
“Saia justa”
O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que a meta central de inflação permitirá acomodar a expansão da economia sem colocar o Banco Central em “saia justa” ou “camisa de força”.
“Se, para este ano, com algumas alterações de inflação, choque de oferta, tivéssemos uma meta mais apertada, o Banco Central já estaria com taxa de juros mais elevada. Essa é uma meta que está se revelando suficiente, razoável e boa para cumprirmos nossos objetivos. Por isso foi mantida”, finalizou, acrescentando que considera que a economia está com “aquecimento saudável”.







