Cobrança, um desafio para o empreendedor (parte 3)

Em: 28 de fevereiro de 2008
Na semana passada esta coluna divulgou em duas edições dicas sobre cobrança.
Na semana passada esta coluna divulgou em duas edições dicas sobre cobrança.

Na semana passada esta coluna divulgou em duas edições dicas sobre cobrança. A partir desta semana, estaremos dando seqüência nessas informações, e todas as quartas-feiras estaremos divulgando as dicas do especialista Rubens Filinto da Silva, autor do livro ‘200 dicas de cobrança’ que nos mostra que o cobrador é muito mais que um profissional desse ofício, é um resolvedor de problemas que precisa ser claro e lógico, sem ter que discutir com o cliente, evitando transmitir sua discordância sobre qualquer colocação do cliente, com humildade, entre outros.
A cobrança é o meio de comunicação entre a empresa e o cliente, iniciada a partir do dia em que o débito do cliente entra em período de atraso. A cobrança externa é acionada como uma das principais armas no sistema de cobrança. O cobrador externo é o elemento que reúne as melhores condições, em seu trabalho, de avaliar o potencial do cliente e qualificar sua condição de pagamento. Então, vamos atentar para as dez dicas de como efetuar uma cobrança de sucesso, parte 2.

21- Ignore os insultos:
Com certa freqüência, devedores utilizam-se da tática de insultar o executivo de cobrança, fazendo insinuações e crí­ticas quanto à empresa ou quanto à competência do pro­fissional, na tentativa de desestabilizá-lo. Não leve para o lado pessoal. Ignorar o golpe ajuda a neutralizá-lo. Peça para que o devedor seja construtivo e cooperativo, em bus­ca de resultados para ambas as partes.

22- Pague o blefe:
Muitos devedores blefam ao serem cobrados, por exemplo, alegando que já pagaram o débito, porém não apresentam documentos ou recibos que comprovem suas alegações. Não aceite suposições. Cordialmente, peça evidências.

23 – Atenção para os “jogos emocionais”:
Alguns devedores, na tentativa de justificar o inadimple­mento ou de postergar ainda mais o pagamento, alegam in­justiças, fazem chantagens emocionais, alegam sentimen­tos de ofensa, na tentativa de manipular o cobrador. Reforce sua intenção de alcançar um acordo justo para ambos os lados. Reitere sua consideração para com o devedor.

24- Não critique o devedor:
Se não tiver nada favorável a dizer, é melhor que não diga nada. Um mandamento básico para convencer pessoas é não criticá-las, não condená-las e não julgá-las. A crítica é perigosa, pois coloca a outra parte na defensiva e faz com que ela se esforce em justificar-se. É perigosa, pois fere o orgulho do indivíduo e gera ressentimentos. Não bastasse a pessoa ser criticada, provavelmente, irá justificar-se intran­sigentemente, e por seu turno, condenará quem a criticou.

25 – Ouça o devedor:
Outro princípio básico para se obter a cooperação do deve­dor é ouvi-lo. Ser um bom ouvinte é incitar as pessoas a fa­lar. Faça perguntas abertas, para que o devedor possa falar livremente. Ao “desabafar”, o devedor criará um ambiente propício para a negociação. Ao ouvi-lo você ganhará a sim­patia do devedor. Da mesma forma, você estará colhendo informações importantes para o processo negocia!.

26- Comece com métodos brandos:
Devemos iniciar a cobrança com métodos extrajudiciais, brandos, de custo menor, e que busquem a conciliação e o entendimento, passando a utilizar métodos intermediários, depois os incisivos, até chegarmos ao ponto de, esgotadas todas as tentativas, passarmos para as vias judiciais de re­cuperação de dívidas.

27- Escolha o método de cobrança adequado:
Para tratar a inadimplência, devemos escolher o método adequado em relação à dívida e ao devedor, estruturando a cobrança de modo a “bombardear” o inadimplente, com os diversos métodos de recuperação de recebíveis, de forma sucessiva, até o recebimento do ativo em mora.

28- “Tenha o mando do jogo”:
Como em uma partida de futebol, quem joga em casa tem vantagens que podem definir o jogo. No crédito e cobrança não é diferente, portanto, sempre que possível, faça contratos elegendo a comarca da sede de sua empresa como foro com­petente para res

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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