Com petróleo em baixa, Dow Jones sobe e Nasdaq recua

Em: 9 de junho de 2008
Cenário hipotecário e outros fatores animaram o mercado.
Cenário hipotecário e outros fatores animaram o mercado.

As Bolsas americanas fecharam ontem sem tendência definida. Ficaram divididas entre boas e más notícias. A queda do preço do petróleo e notícias do McDonald’s e do setor hipotecário ajudaram a animar o mercado. Porém, notícias macroeconômicas e corporativas ruins, como os dados de desemprego e a previsão pessimista dos resultados do banco Lehman Brothers, fizeram os investidores terem cautela.
O Dow Jones Industrial Average, principal indicador da Bolsa de Valores de Nova York, avançou 0,58%, aos 12.280 pontos, enquanto que o ampliado S&P 500 teve leve alta de 0,08%, para 1.361 unidades. Já na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite perdeu 0,61%, aos 2.459 pontos.
Segundo analistas, as preocupações sobre o petróleo e a economia americana ainda persistem. A alta no Dow Jones refletiria apenas a procura por bons negócios por parte dos investidores após as perdas no último pregão da semana passada -na sexta, o indicador caiu 3,13%.
O petróleo fechou a US$ 134.35, com recuo de 3,02%. É um alívio após a disparada que ocorreu na sexta-feira passada, quando o preço chegou a US$ 139.01, maior da história da negociação da commodity em Nova York. No fechamento, o barril ficou em US$ 138.54, alta de US$ 10.71, ou 8,41% -a maior alta para uma única sessão.

Impacto do
McDonald’s
Outras boas notícias vieram da rede americana de restaurantes fast food McDonald’s -que informou que suas vendas nas lojas abertas há pelo menos 13 meses tiveram crescimento de 7,7% em maio- e da NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês) -que informou que as vendas pendentes de casas nos EUA tiveram um crescimento de 6,3% em abril.
Em compensação, o banco de investimentos Lehman Brothers anunciou que prevê um prejuízo de US$ 2.774 bilhões no segundo trimestre fiscal do ano (de março a maio) e que deverá fazer uma emissão de ações de US$ 6 bilhões para cobri-lo.
No mesmo período do ano passado, o banco americano teve lucro de US$ 1.273 bilhão. O prejuízo por ação ficaria em US$ 5.14, muito acima do esperado pelos analistas (US$ 0.22).
Além do Lehman, ainda repercute negativamente os dados de emprego em maio, divulgados na sexta-feira passada pelo Departamento do Trabalho. A economia americana fechou 49 mil postos de trabalho em maio, enquanto a taxa de desemprego teve a maior variação em um mês desde 1986, chegando a 5,5%.
O dado, no entanto, ficou abaixo das estimativas dos analistas, que previam uma queda maior -de 60 mil empregos.
A taxa de desemprego em abril foi de 5% -a taxa é a maior desde outubro de 2004. Nem mesmo o anúncio da segunda geração dos celulares iPhone, da Apple, fez a Nasdaq se recuperar ao final da sessão. Mas, ao menos, serviu para que a queda fosse menor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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