COMBUISTÍVEIS – Relação etanol/gasolina cai a 70,8%, aponta Fipe

Em: 19 de janeiro de 2012
Pesquisa mostra que os consumidores estão migrando em massa para a gasolina, resultado que é repetido em todo o país
Pesquisa mostra que os consumidores estão migrando em massa para a gasolina, resultado que é repetido em todo o país

A relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina atingiu o nível de 70,80% na segunda semana de janeiro na capital paulista, conforme divulgação realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O número apurado representou queda ante o divulgado no levantamento da primeira semana do mesmo mês, quando a relação havia sido de 71,58% e também já havia mostrado baixa ante a relação de 71,71% da última semana de dezembro do ano passado.
De acordo com especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor ao etanol é de 70% do poder dos motores à gasolina.
O número ainda acima do nível de 70% captado pela Fipe continua ligado à alta nos preços que o etanol apresentou durante boa parte de 2011 nos postos paulistanos. Em 2012, porém, as pesquisas do instituto, por meio do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que leva em conta uma base mais ampla de comparação, já mostram recuo no valor médio do combustível derivado da cana de açúcar em São Paulo.
Na pesquisa referente à segunda quadrissemana do mês (período de 30 dias terminado em 15 de janeiro), o preço do etanol apresentou queda de 0,22% ante variação positiva de 0,69% da primeira quadrissemana (período de 30 dias encerrado em 7 de janeiro). A gasolina, por sua vez, continuou na tendência de declínio, com variação negativa de 0,20% na segunda quadrissemana ante baixa de 0,21% na primeira leitura do mês.
Em entrevista coletiva ontem, o coordenador do IPC, Rafael Costa Lima, avaliou que a queda na relação entre o etanol e a gasolina e o próprio recuo no valor médio do derivado da cana já refletem a migração de consumidores para a compra da gasolina.

Redação

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