No intervalo de outubro a dezembro de 2007, foram criados 4.500 postos de trabalho temporário no Amazonas. Deste montante, 70% dos funcionários continuam em atividade no comércio, contabilizando a contratação de 3.150 empregados. O índice registrado ultrapassou a média de contratos fechados no Estado após o período de festas de fim de ano, que varia entre 20% e 30%.
O presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag, explicou que o resultado positivo foi impulsionado pelo começo das festividades carnavalescas logo no início de fevereiro. “Os comerciantes preferiram manter o quadro de funcionários por conta da forte demanda no Carnaval”, justificou.
Segundo o dirigente, a expectativa é de que não ocorra dispensa de funcionários com o término deste período devido ao aumento das compras na Páscoa, que acontece em março.
Fatores
apontados
Em janeiro de 2008, o comércio amazonense computou acréscimo de 1,2% nas vendas em relação a igual intervalo do ano passado. “Entre os principais fatores que colaboraram para o incremento da atividade comercial no Estado estão o aumento no número de empregos, a melhoria salarial, a queda das taxas de juros e a facilidade de pagamento”, afirmou Assayag. O executivo comentou que os dados são em nível estadual, porém a representação de Manaus é de 90%.
De acordo com o presidente da FCDL-AM, o resultado no primeiro mês deste ano foi “puxado” pelo aquecimento nos negócios nas livrarias, sapatarias e lojas que comercializam artigos para o período carnavalesco. “Materiais escolares, calçados e adornos e tecidos para fantasias e decorações do Carnaval motivaram a alta em janeiro”, garantiu Ralph Assayag.
As vendas no comércio tiveram acréscimo de 1,5% no mês de janeiro do ano passado, comparando ao mesmo período de 2006.
A projeção para fevereiro de 2008 é que ocorra acréscimo de 0,5% ante ao igual intervalo do ano anterior. Conforme o dirigente da federação, a expectativa pode ser considerada otimista frente às adversidades enfrentadas neste mês. “O elevado volume de chuvas prejudica a movimentação no comércio. Além disso, a ocorrência do Carnaval logo no início do ano não deixou tempo para o consumidor recuperar o fôlego com os gastos feitos no Natal e Réveillon”, afirmou.







