Comércio aprova piso salarial de R$ 475

Em: 6 de maio de 2008
Novo índice é 6,02% maior que o salário-base nacional, definido em R$ 415 e 4,06% acima do piso médio regional em vigor (cerca de R$ 422,80).
Novo índice é 6,02% maior que o salário-base nacional, definido em R$ 415 e 4,06% acima do piso médio regional em vigor (cerca de R$ 422,80).

O comércio de Manaus representa o segundo maior salário de toda a região Norte com a aprovação do novo piso salarial da categoria que entra em vigor a partir deste mês e deve variar entre R$ 440 e R$ 475, dependendo do grau de instrução. O novo índice é 6,02% maior que o salário-base nacional, definido em R$ 415 e 4,06% acima do piso médio regional em vigor (cerca de R$ 422,80).
Na pauta da Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009, fechada no último fim de semana após uma rodada de negociação entre a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado do Amazonas) e seus sindicatos filiados, além do reajuste salarial, os comerciários reivindicavam acréscimo de benefícios, como valor da hora extra.
O presidente do Sincovam (Sindicato do Comércio Varejista do Amazonas), Teófilo Gomes disse que o impacto no bolso dos empresários das pequenas e microempresas (62% do total de empresas da capital), cuja mão-de-obra em sua grande maioria é remunerada com base no piso, será praticamente na mesma proporção da correção, ou seja, de 6,02%, sobre o valor da folha de pagamento. Embora não tenha divulgado valores fechados, o executivo afirmou que nas empresas de porte médio a grande, onde existe um contingente maior de empregados com ganhos acima do piso atual no valor de R$ 440, esse impacto será diluído e o percentual de aumento significativamente menor. “Convém lembrar que acordamos somente o reajuste do piso em virtude de ter ficado no mesmo valor do salário mínimo e historicamente sempre foi pago um valor maior. A correção salarial ocorrerá apenas em setembro vindouro”, ressaltou.
Gomes afirmou que o novo piso salarial teve como base de cálculo percentual o acréscimo de 6,0241% sobre o salário mínimo, totalizando R$ 440. “O percentual de reajuste a que se chegou superou a da inflação durante o período”, asseguro.
O vice-presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas do Comércio de Manaus, Ribamar Nascimento, considerou satisfatório o aumento apesar de frisar que o percentual poderia ser maior, atingindo a parcela de 5% dos empregados do comércio local que recebem apenas o piso como vencimento mensal. “Apesar de parecer irrisório para a maioria dos comerciários, acreditamos que o acréscimo terá impacto positivo no bolso daqueles que ganhavam apenas um salário mínimo”, ressaltou.

Empregados querem mais benefícios

Quanto às normas de abertura do comércio aos domingos, Ribamar Nascimento afirmou que os comerciários agora têm mais segurança para receberem horas extras, já que na convenção coletiva foi definido o trabalho e o repouso semanal remunerado que deverão coincidir pelo menos uma vez no período máximo de três semanas com o domingo, respeitando as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva.
“No próximo dissídio coletivo, cuja-data base é para setembro, esperamos negociar mais benefícios e um possível aumento no salário para o próximo ano”, concluiu.

Conveção
coletiva
Com a aprovação das novas regras, as empresas do comércio manauense estão autorizadas a trabalharem nos feriados desde que autorizadas em convenção coletiva de trabalho, exceto nos feriados dos dias 1º de janeiro e 25 de dezembro.
Na opinião do diretor do Sincovam e vice-presidente da TV Lar, Antonio Azevedo, o comércio local experimentou um crescimento neste primeiro quadrimestre em função da oferta abundante de crédito e do grau de confiança do consumidor nos rumos da política econômica do governo. “A economia de Manaus reflete o resultado positivo do desempenho econômico do resto do país, pois aciona a produção das indústrias locais com seus reflexos na geração de empregos e recolhimentos de impostos”, explicou o dirigente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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