O segmento de comércio popular de bijuterias registrou queda nas vendas em 2008. Para alguns empresários, o ramo passa por um momento de retração. Mas há quem aposte em diversidade e outros diferenciais para retomar o crescimento neste ano.
Antes trabalhando com a venda de materiais para artesanato, a Artesão e Cia, localizada na rua Henrique Martins, no Centro de Manaus, mudou o ramo de negócio há cerca de três anos visando a impulsionar as vendas e aumentar o faturamento do estabelecimento. Mas, segundo a gerente da loja, Aldinéia de Lima, o ano de 2008 deixou muito a desejar no quesito faturamento. “As vendas foram bem mais baixas que em 2007”, disse avaliando que o resultado financeiro foi em torno de 15% a 20% menor em relação ao período anterior. A loja, que emprega em torno de sete funcionários, não efetuou nenhuma contratação temporária para as festas de fim de ano.
De acordo com Aldinéia de Lima, a empresa atende não apenas às mulheres que vão em busca de um adorno como simples vaidade, mas também quem compra produtos em grande quantidade para revenda, principalmente em municípios do interior. Para isso, a loja vende produtos tanto no varejo, quanto no atacado, oferecendo descontos de 10% para compras desse tipo. Para estes clientes, há a opção de parcelamentos em cartões de créditos em duas e três vezes sem juros. Os preços variam de R$ 0,75 centavos, preço de um brinco simples, a R$ 25 –preço de colares mais trabalhados.
Entre os itens de maior saída estão os brincos e as pulseiras, mas a moda ainda é a reguladora dos itens de maior saída. “Estamos recebendo uma grande procura por tiara, as pessoas estão usando muito”, afirmou a gerente.
Retração desanima
Na The Best Bijuterias, na Guilherme Moreira, 2008 foi um ano apenas de sobrevivência. O gerente Adalberto Silva afirmou que a empresa não registrou aumento expressivo no número de vendas. Mantendo ainda uma outra loja como filial, também no Centro, a The Best comercializa além de bijuterias, acessórios como cintos, bolsas e carteiras. Trabalhando há cerca de três anos no ramo, a empresa têm contratados oito funcionários, e também descartou a possibilidade de novas contratações neste ano devido à baixa nas vendas.
Pulseiras, brincos e anéis são os itens que têm mais saída na The Best, de acordo com Silva. O estabelecimento também trabalha com vendas no atacado, e para essas compras, há a opção de parcelamento em até três vezes sem juros nas compras acima de R$ 50.
Silva afirmou que as vendas no varejo são as que garantem maior margem nos lucros da empresa, pois o desconto ofertado no atacado diminui os resultados financeiros.
As peças comercializadas são em sua maioria, adquiridas no eixo Rio-São Paulo, e como estratégia para atrair mais clientes, está a constante busca por novidade. Os preços das bijuterias variam de R$ 0,50 centavos, preço de um brinco, a R$ 40, que são as peças que contêm strass.
Mercado ainda recebe novos negócios
Na contramão da baixa nas vendas do setor, a empresária Amália Bichara resolveu abrir há pouco mais de um mês a Bi Shop Bijouterias, na rua Guilherme Moreira. Bichara afirmou que ela e suas filhas foram atraídas pelo segmento e pela possibilidade de trazer novidades para o ramo. A empresária optou pelo Centro como local do novo negócio por acreditar que a área está voltando a ter uma grande movimentação, o que implicaria em uma maior possibilidade de vendas.
Para 2009, ela afirmou que a perspectiva ainda é “suspeita” por conta do fantasma da crise. Para alavancar as vendas, resolveu investir no diferencial. Assim, adquiriu mercadorias com fabricantes diferentes e saiu um pouco do eixo Rio-São Paulo, onde a maioria dos comerciantes do setor adquire suas mercadorias. “Nossos produtos são oriundos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Como somos novas resolvemos pegar um pouco de cada lugar pra sentir como é a recepção e a necessidade”, afirmou.
Além das bijuterias comuns, a loja vende também peças em aço, pedra natural, banhados em ouro vermelho. Segundo ela, a peça de menor valor custa em torno de R$ 2, que corresponde a um anel e os maiores preços vão até R$ 220, preço de colares com strass. Dependendo do volume da compra, os descontos variam de 5% a 30%.







