Como a religião e a psicologia veem o casamento

Em: 9 de junho de 2017
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Antigamente existia um quase ritual que homens e mulheres deveriam seguir para pertencer a uma sociedade: era namorar, noivar, casar e ter filhos. Se não seguissem essas etapas, acabavam excluídos, mesmo discriminados, pelos demais membros da sociedade e até da família. Mas, por que era tão necessário que um homem tivesse uma mulher ao seu lado e vice-versa? Na Bíblia, Deus falou sobre o casamento: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24), mas antes, nos Dez Mandamentos, antevendo a safadeza dos homens, já avisara: Não desejareis a mulher do próximo.

E outra pergunta: por que, mesmo vivendo no conforto do lar onde foram criados, homens e mulheres preferem largar tudo e ir viver com alguém que conheceram pelos caminhos da vida? Segundo estatísticas, poucos casais conseguem realmente ser felizes juntos. Segundo Freud, nem mesmo o relacionamento amoroso mais profundo pode evitar certa ambivalência e nem o casamento mais feliz pode evitar uma certa porção de sentimento hostis.

Uma das possíveis respostas é que, casar é intrínseco ao ser humano, como explica o pastor dos Pequenos Grupos, ou Grupos de Amigos, da Nova Igreja Batista, Sérgio Cohen. “Após Deus criar o homem, viu que ele estava só, então deu-lhe uma companhia feminina para lhe fazer companhia e alegrá-lo. Como presente aos dois, concedeu-lhes o poder da reprodução com prazer”, disse. “O casamento, ou a união do casal, veio como um projeto de Deus, que precisava dos dois para que houvesse a reprodução”, completou.

Para o pastor, só é feliz no casamento quem tem Cristo. “Quando Deus, na figura de seu filho, faz parte da vida do casal, ele dá o direcionamento para o relacionamento dos dois. O casamento se realiza com a felicidade do próximo. É um investimento. Você investe em sua mulher e colhe depois. Deus disse: ‘marido, ame sua esposa; esposa, respeite seu marido'”, repete Cohen.

Para casais e noivos
Quem quiser saber um pouco mais sobre o viver a dois, poderá participar da “Oficina do Casamento”. A “Oficina do Casamento” é um congresso para casais que tem sido um diferencial para milhares de pessoas que buscam os segredos da vida a dois. Em 2016, mais de sete mil pessoas participaram. Em 2017 haverá duas oportunidades de participação, dia 15 e 18 de junho. O conteúdo dos dois dias é o mesmo e os horários também: às 14h e às 21h. A Oficina será no auditório da Nova Igreja Batista, na av. Torquato Tapajós, 4444, na saída da estrada da Cidade Nova.

A “Oficina do Casamento” tem sido um grande instrumento para consertar relacionamentos problemáticos e melhorar ainda mais os casamentos que já são bons. O preletor neste ano será o criador da “Oficina do Casamento” e especialista em aconselhamento de casais, pastor David Hatcher, criativo, dinâmico e palestrante muito querido e requisitado por seu jeito franco, direto e divertido de trazer sua mensagem. Alguns dos temas abordados neste ano serão: os pilares do casamento; o amor de verdade; apaixonando-se de novo; comunicação; filhos; sexo máximo, entre outros.

A Oficina já foi realizada em outras cidades: Cruzeiro do Sul e Rio Branco (ambas no Acre), Curitiba, Cascavel e Cornélio Procópio (as três no Paraná), São José dos Campos (SP), Macapá (AP), entre outras. A “Oficina do Casamento” é realizada sem fins lucrativos e o valor cobrado é para custear material, lanches e toda a estrutura necessária para este evento de grande porte: R$ 40,00 (casal) e R$ 25,00 (individual). Inscrições devem ser feitas com antecedência em horário comercial, na secretaria da Nova Igreja Batista, à noite, das 19h30às 21h, ou online no www.nib.org.br. Informações: (092) 3634-4005 ou 9 9215-0597

Fórmula para manter o casamento
Jornal do Commercio: Por que a grande maioria das pessoas quer casar?
Eliane Mezari: Todos queremos alguém que testemunhe nossa existência. Buscamos sentido para a vida através de uma relação a dois.

JC: É verdade que o homem busca uma mulher (esposa) que supra a falta de sua mãe? Da mesma forma a mulher busca a figura do pai, no marido?
EM: Até certo ponto sim, pois pai e mãe são nossos primeiros amores. E tendemos a repetir, sob artimanhas do inconsciente.

JC: Principalmente homens, mesmo através de piadas, reclamam do casamento, mas buscam se casar ou se mantém casados. Por que agem assim?
EM: As piadas escondem a necessidade de base segura, mas é para o lar, para o local onde são compreendidos, e que se sentem acolhidos, é que retornam. Eles precisam disso, ao mesmo tempo que se sentem um pouco aprisionados.

JC: Nota-se que, a olhos vistos, a grande maioria dos homens se torna subserviente à mulher, depois que casa. Por que isso ocorre? Medo da solidão?
EM: Percebo muito mais egoísmo que subserviência. Quando existe subserviência, o que é bem diferente de cuidados e atenção, a relação está desigual e imatura e certamente existe temor de ficar sem “aquela pessoa”.

JC: O que dizer de homens, e até mulheres, que preferem ficar sozinhos por toda a vida, sem nunca ter uma companhia?
EM: Existem pessoas exigentes, outras realmente não encontram uma pessoa compatível, apesar das tentativas, e vão se acostumando a viver sozinhas. Criam um mundo confortável, com seus hábitos solitários e às vezes egoístas. Às vezes é por escolha, pelo curso da história de vida. São felizes sim, mas talvez na sombra de algum grau de solidão.

JC: Por que para as mulheres é tão importante casar “de papel passado”?
EM: O casamento legalizado é histórico, atesta à mulher que ela foi escolhida, que ela é única e que o casamento é real. É como se o sapatinho coubesse na Cinderela.

JC: Qual a fórmula para se manter casado?
EM: Por incrível que pareça existe uma fórmula sim: enxergar o outro, jamais cercear aquilo que ele gosta de fazer, e ser sempre, gentil. O cônjuge deve ser o rei, a rainha, a pessoa com a qual se tenha o maior respeito, amizade e consideração.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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