Networking. Parece mais o nome de um destes canais existentes na TV a cabo, mas a palavra se tornou comum nas últimas décadas, principalmente no universo corporativo, e seu conceito é mais antigo ainda. Existe desde que um homem das cavernas precisou mostrar a um grupo de caçadores que também sabia caçar e tinha condições de se integrar ao grupo.
Voltando aos nossos tempos, a palavra networking começou a se tornar comum com a recente globalização iniciada em fins da década de 1980, aliás, a palavra globalização também tão comum nos dias atuais, denomina um conceito que já está em sua quarta fase. A primeira fase de globalização teve início com as grandes navegações do século 16, mas essa é outra história.
Mas o que o networking tem a ver com a globalização? Ao menos três dos quatro aspectos básicos da globalização, estabelecidos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), têm ligação com o networking: comércio e transações financeiras, movimentos de capital e investimento, e disseminação de conhecimento. Fica de fora apenas a migração e movimento. Nos três primeiros aspectos básicos citados é necessário o networking para que fluam com mais facilidade.
“Networking significa rede de contatos, onde ‘net’ é rede e ‘working’ é trabalho, então é a sua rede de contatos trabalhando a seu favor quando necessário”, explicou Leonardo Nunes, administrador, especialista em gestão de redes sociais e fundador da Comunidade Educativa.
“Essa quarta fase da globalização criou a necessidade de as pessoas e empresas se relacionarem para escalar os negócios e atingir bons resultados”, completou.
Os bons comportamentos
Leonardo concorda que o surgimento dessa ação vem desde os primórdios, quando as pessoas precisavam se relacionar para, principalmente, ter a ajuda um do outro na organização e realização das tarefas.
“Com o tempo isso foi se intensificando cada vez mais e a sociedade passou a entender o porquê é necessário o indivíduo ter esse, digamos, ‘jogo de cintura’. Houve uma época em que as pessoas diziam: ‘ah, o fulano conseguiu aquele emprego por ‘indicação’. Com o tempo isso foi se tornando mais presente, e sendo aperfeiçoado, até os dias atuais, quando se transformou no fator primordial do perfil profissional, seja qual for a área de atuação, e a pessoa precisa se fazer notar, principalmente num ambiente comporativo”, destacou.
Sorrir; saber conversar; estar por dentro do máximo de assuntos possíveis; falar pouco, mas o suficiente para se fazer notar são alguns dos comportamentos para um bom networking
“Coloco ainda como fator principal, estar disponível para o outro mas, lógico, é importantíssimo saber sobre o que se fala e estar por dentro do que está acontecendo no mundo. Quando for falar de si mesmo, de sua profissão, precisa ter conhecimento a respeito do que está expondo. Procure criar afinidades, aprofunde relacionamentos, seja persistente e não pare, pois os resultados disso podem não vir tão rapidamente”, avisou.
O networking deve ser colocado em prática em todos os ambientes. Onde se estiver é importante o relacionamento. Se você não falar quem é, e o que faz, não será lembrado, como preconiza aquela velha frase: ‘quem não é visto, não é lembrado’.
“Se envolva em projetos sociais, atividades da faculdade, participe de workshops, LinkedIn, congressos, seminários e eventos profissionais. É nestes últimos que você deve investir no seu networking, posso dizer que é onde se encontra o ouro”, ensinou.
O tímido e o chato
Existem duas figuras diametralmente opostas no networking: o tímido e o chato.
“Uma pessoa tímida pode até tentar fazer networking, mas acredito que não irá alcançar resultados satisfatórios. O melhor caminho é essa pessoa realizar treinamentos para acabar com a timidez, aí sim, os bons resultados fluirão em seus relacionamentos. Um bom networking resulta de a pessoa estar disposta a melhorar, colocar em prática um bom relacionamento, se destravar de tudo que impossibilite isso. A prática é essencial para alcançar resultados positivos”, afirmou.
“Já o chato é aquele que ultrapassa o limite da expressão, quer ser o melhor, o ‘sabe tudo’, quer aparecer demais, Aparece sim, mas de forma negativa. Devemos saber nos comportar nos locais, quando nos expressar e se for necessário. O chato precisa passar por um curso de relacionamento interpessoal”, garantiu.
Apesar de importante para quem está iniciando ou já tem anos de experiência no mercado de trabalho, o networking não abre todas as portas.
“Porque o retorno não depende somente de nossa boa atuação. Estamos lidando com pessoas e, às vezes, não conseguimos agradá-las mesmo através da nossa boa conversa, e ter a ajuda necessária ou que gostaríamos de ter, mas asseguro que isso é um fator mínimo diante do universo de possibilidades que o networking proporciona. Com certeza você irá encontrar muitas pessoas dispostas a contribuir com o seu crescimento profissional e pessoal”, concluiu.






