Companhia AmBev mantém planos, mas adota cautela em meio à crise

Em: 3 de novembro de 2008
Mesmo com o agravamento do cenário internacional, a AmBev pretende manter os investimentos programados para o mercado interno, programados em R$ 5 bilhões entre 2007 e 2011, equivalentes a cerca de R$ 1 bilhão por ano
Mesmo com o agravamento do cenário internacional, a AmBev pretende manter os investimentos programados para o mercado interno, programados em R$ 5 bilhões entre 2007 e 2011, equivalentes a cerca de R$ 1 bilhão por ano

Mesmo com o agravamento do cenário internacional, a AmBev pretende manter os investimentos programados para o mercado interno, programados em R$ 5 bilhões entre 2007 e 2011, equivalentes a cerca de R$ 1 bilhão por ano. Segundo o diretor geral da AmBev para a América Latina, Luiz Fernando Edmond, a empresa poderá ajustar a velocidade do andamento dos planos, mas ele destacou que ainda é cedo para avaliar se haverá redução de consumo de bebidas no Brasil.
O executivo espera que uma parte do consumo de bens duráveis seja transferida para os bens não duráveis devido à restrição ao crédito, mas ele não sabe qual será a magnitude deste impacto sobre a indústria de bebidas. “Durante muito tempo o consumo de alimentos e bebidas concorreu com celulares, carros e outros duráveis”, disse, antes de promover uma palestra a jovens executivos do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças.
De acordo com Edmond, a AmBev não teria problemas para financiar seus projetos de expansão porque conta com um caixa robusto e com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Ele disse que dinheiro também não deve ser um problema para a conclusão da compra da americana Anheuser-Busch pela InBev, controladora da AmBev, porque a empresa poderá obter um empréstimo-ponte sem maiores problemas.
Recentemente, a InBev desistiu de levantar US$ 9.8 bilhões por meio de uma oferta de ações para equacionar o pagamento da compra da cervejaria americana (US$ 52 bilhões), devido à volatilidade do mercado. “A InBev já tinha considerado a hipótese de obter um empréstimo e tinha garantido o financiamento mesmo com um cenário que já estava complicado”, disse.
O executivo, que assumirá o cargo de presidente da Anheuser-Busch na América do Norte, disse que deve se mudar no final do ano. “Irei assim que arrumar um lugar para morar”, afirmou. Segundo ele, a transição na Anheuser-Busch não deve ser difícil porque os funcionários norte-americanos são pragmáticos e menos conservadores que os europeus. “Na primeira reunião que tivemos lá estavam todos de calça jeans”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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