Os planos para a fusão entre as companhias aéreas norte-americanas United Airlines e US Airways foram suspensos, pelo menos por enquanto, após Glenn Tilton, presidente da UAL Corp., empresa holding da United Airlines, revelar que a empresa está perto de um acordo para a formação de uma aliança com a rival Continental Airlines.
Tilton comunicou ontem essa possibilidade a seu colega da US Airways, Doug Parker, revelaram ao jornal norte-americano The Wall Street Journal fontes próximas às negociações.
A United e a US Airways mantiveram conversas a respeito de uma fusão por mais de dois meses.
Depois de diversos avanços e recuos nas negociações, Tilton manifestou preocupações com a possível fusão durante um almoço ontem com Parker, e disse que a United se considera próxima de um acordo de parceria com a Continental.
A proposta tem a vantagem de não embutir os custos de uma fusão direta, além de não precisar da aprovação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Se a United seguir esse caminho, desmentirá a teoria amplamente aceita de que o projeto de fusão anunciado em abril pela Delta Air Lines e pela Northwest Airlines levaria a pelo menos mais um anúncio semelhante no setor aéreo norte-americano.
Disparada
dos preços
No entanto, com a disparada dos preços dos combustíveis, o aperto cada vez maior no crédito e a desaceleração da economia, as fusões parecem mais arriscadas do que nunca.
E certos aspectos financeiros de um acordo entre a UAL e a US Airways, relativos aos contratos de trabalho, parecem amedrontadores. As informações são da Dow Jones.






