A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) vai fiscalizar, até o fim deste mês, 3.100 hectares de propriedades rurais beneficiadas pelo Programa de Subvenção ao PSR (Prêmio do Seguro Rural).
Cerca de 20 técnicos da estatal estão percorrendo lavouras, pastos e florestas para conferir as informações declaradas na contratação do seguro rural, como área e tipo de cultura. Os dados coletados são um dos itens levados em conta pelo governo federal para a avaliação de quem participará do PSR nas próximas safras.
A cada quadrimestre, o Ministério da Agricultura envia à Conab uma lista com amostragem de 2% de todas as apólices beneficiadas com o PSR. Nesta operação, a Companhia está vistoriando 30 apólices nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
O PSR é uma subvenção utilizada pelo governo para tornar o seguro rural acessível a um número maior de produtores. O governo custeia uma parte do valor que o agricultor teria que pagar para colocar sua plantação no seguro.
Qualquer participante que cultive um dos produtos da lista do programa, como arroz, trigo, sorgo, milho, abacaxi, tomate e uva, pode se candidatar à subvenção.
Leilão do milho
A Conab vai iniciar a compra direta de até 200 mil toneladas de milho e lançar contratos de opção pública para aquisição de outras 200 mil toneladas do cereal. Os avisos, com as regras das operações, serão publicados ainda nesta semana, no site da estatal.
O primeiro leilão de compra ocorre na próxima semana. Serão quatro rodadas, cada uma com 50 mil toneladas, durante quatro semanas. Nesta primeira, o grão a ser negociado é do norte do Mato Grosso. Já os contratos de opção terão vencimento em 30 de setembro.
Ampliação de estoques
Segundo o presidente da Conab, Wagner Rossi, essas medidas fazem parte da política de ampliação dos estoques públicos dos produtos básicos, determinada pelo presidente Lula e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
“A formação de estoques, que tem funções estratégica e reguladora, fortalecerá a capacidade do governo de apoiar a agricultura e, ao mesmo tempo, assegurar o abastecimento de alimentos a preços razoáveis”, afirma.
Os leilões serão realizados pelo sistema eletrônico da Companhia. Os produtores interessados em vender o produto devem autorizar um corretor de uma bolsa de mercadorias e cereais a darem os lances em seu nome, como é de praxe neste tipo de operação.







