Conab compra feijão produzido em Lábrea

Em: 6 de janeiro de 2010
No total, foram adquiridas 37 toneladas do produto do município do interior amazonense envolvendo 29 produtores rurais, em dezembro, atendendo pedido da prefeitura local
No total, foram adquiridas 37 toneladas do produto do município do interior amazonense envolvendo 29 produtores rurais, em dezembro, atendendo pedido da prefeitura local

No final de dezembro, atendendo pleito da prefeitura de Lábrea, Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas) e Sistema Sepror, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) montou pólo de compra naquele município para aquisição de feijão caupi diretamente de agricultores familiares da região. Ao final da operação, foi totalizada a compra de 37 toneladas envolvendo 29 produtores rurais.
De imediato, e contando com a autorização do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), o feijão foi doado a diversas instituições sociais do próprio município, entre elas a prelazia, prefeitura (programa sociais), igrejas, associações comunitárias, associações de pais e mestres, secretaria de saúde, associação de mulheres indígenas, entre outras.
Antes da chegada da Conab, os atravessadores estavam pagando R$ 0,50 por quilo no feijão caupi. Com a instalação do Pólo de Compra, o valor subiu para R$ 1,07 o quilo para o feijão tipo 2, que é o preço de referência do governo federal. “O município de Lábrea é o único do Amazonas incluído na lista da Operação Arco Verde (municípios que mais desmataram) e, ações desse tipo, que geram emprego e renda, tendem a reverter este inaceitável quadro de desmatamento”, afirmou o superintendente regional da Conab/Amazonas, Thomaz Silva.
Para atender aos objetivos do Programa Fome Zero e estimular a produção, o governo federal ampliou o apoio à agricultura familiar, investindo numa etapa decisiva da atividade agrícola: a comercialização. Criou o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e simplificou o processo. A compra pela Conab é feita de forma direta, sem intermediários ou licitações.
De acordo com Thomaz Silva, é por meio do instrumento de comercialização chamado de “Compra Direta” que o governo federal garante a compra de arroz, milho, feijão, farinha de mandioca e castanha do Brasil. O produtor rural, comunidades rurais, associações e cooperativas que estiverem recebendo pela sua produção valores abaixo dos estipulados na tabela devem imediatamente procurar a Conab a fim de solicitar a instalação de pólo de compra.

Qualidade do produto

Segundo Thomaz, a Conab só aceita produto limpo e seco, ensacado e de acordo com os padrões de identidade e qualidade de classificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A classificação é feita pela própria Conab, sem custo ao agricultor, que emite um laudo detalhado sobre a qualidade do produto. A partir desse documento é que se efetiva a compra.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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