Concentrados para bebidas impulsionam exportações no PIM

Em: 11 de fevereiro de 2011
As empresas de concentrados para elaboração de bebidas podem comemorar o primeiro lugar em exportação de insumos do PIM (Polo Industrial de Manaus) neste início de 2011, com faturamento de US$ 12.85 milhões
As empresas de concentrados para elaboração de bebidas podem comemorar o primeiro lugar em exportação de insumos do PIM (Polo Industrial de Manaus) neste início de 2011, com faturamento de US$ 12.85 milhões

As empresas de concentrados para elaboração de bebidas podem comemorar o primeiro lugar em exportação de insumos do PIM (Polo Industrial de Manaus) neste início de 2011, com faturamento de US$ 12.85 milhões. Os números superam o valor de exportação dos terminais portáteis de telefonia celular, que fechou janeiro com arrecadação de US$ 12.33 milhões.
Os concentrados para elaboração de bebidas (principalmente xarope de guaraná) destacam-se na lista de exportações para países como Colômbia, Venezuela, Argentina, Paraguai, Portugal, Uruguai e Estados Unidos e os aparelhos de telefone celular destinam-se, principalmente, aos Estados Unidos, Finlândia, Chile, Alemanha, Hungria, Peru, Guatemala, Venezuela, Taiwan, Panamá, El Salvador e Costa Rica, segundo a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
De acordo com o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, as fábricas de concentrados estão colhendo frutos de metas já programadas anteriormente para superar as dificuldades. “Significa que as empresas do polo industrial passaram pela crise com um crescimento em faturamento na ordem de 15% em relação ao ano passado”, disse.
O presidente se refere à recuperação da crise mundial de 2009, que foi grandemente sentida pelas empresas estabelecidas no PIM, cujo faturamento em dólar para a exportação apresentou queda de -38,22% e alcançou os trabalhadores em queda no número de empregos, que saiu de 101.150, em dezembro de 2008, para 94.543, em janeiro de 2009.
Este ano as fábricas de concentrados conseguiram crescimento, mesmo estando abaixo dos valores alcançados em 2010 (US$ 14.17 milhões), além de várias outras garantias. “Mantivemos entre 108 a 110 mil empregos diretos, fora os indiretos que geramos e isso é uma grande vitória”, afirmou.
Segundo o presidente da Fieam, as indústrias estão atentas a qualquer investida que possa vir a trazer danos à política tributária, previdenciária e trabalhista do PIM.
Quanto aos projetos e expectativas de crescimento para 2011, estes devem ser elaborados a partir da definição dos programas do governo federal. “A partir de março ou abril é que teremos um panorama do indicador que será trabalhado, mas estamos otimistas e acreditamos nas políticas industriais do novo governo”, afirmou.
Em março também deverá ser realizada a reunião do CAS (Conselho Administrativo da Suframa), que deverá contar com um forte aliado, o Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que foi convidado a conhecer o Polo Industrial.

Relatório da Suframa

De acordo com relatório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) pode-se considerar bom o desempenho das exportações do PIM com um volume em 2010 de 21,07%, superior ao verificado no mesmo período de 2009. A retomada do crescimento das exportações e que vem sendo sentida pelas indústrias, deve-se também às estratégias adotadas pela entidade que vem inserindo os produtos do PIM no cenário internacional de forma competitiva.
Segundo dados da entidade, foram contabilizados em dezembro de 2010 em torno de 108 mil postos de trabalho, incluindo mão de obra efetiva, temporária e terceirizada, contra o total de 95 mil empregos contabilizados no mesmo período de 2009. O faturamento do PIM verificado em 2010 foi superior à meta prevista inicialmente, que era de US$ 33 bilhões. O montante superou em 35,18% o faturamento alcançado em 2009, de aproximadamente US$ 26 bilhões. Em um comparativo com 2008, até então o ano de maior faturamento do PIM, quando atingiu US$ 30 bilhões, o aumento foi de 17%. “Trata-se de um desempenho que pode ser comparado ao das principais economias emergentes do mundo”, afirma a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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