Concessão de crédito deve ficar mais difícil

Em: 3 de agosto de 2010
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor caiu 1,5% em junho de 2010, a sexta queda mensal consecutiva, atingindo o valor de 103,2
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor caiu 1,5% em junho de 2010, a sexta queda mensal consecutiva, atingindo o valor de 103,2

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor caiu 1,5% em junho de 2010, a sexta queda mensal consecutiva, atingindo o valor de 103,2. A Serasa explica, por meio de texto distribuído à imprensa que, por sua metodologia de construção, o indicador possui a propriedade de antecipar em seis meses, em média, os movimentos das variáveis em questão. “A seqüência de seis quedas mensais consecutivas do índice sinaliza que as concessões de crédito com recursos livres, para pessoas físicas, deverão evoluir mais lentamente no segundo semestre de 2010, comparativamente ao observado durante o primeiro semestre deste ano”, assinalou a empresa.
O atual ciclo de elevações da taxa Selic, a retirada dos estímulos fiscais às aquisições de bens duráveis e a elevação do comprometimento de renda do consumidor –tendo em vista a forte expansão do crédito registrada ao longo dos últimos 12 meses, dificultando a capacidade de absorção adicional de novos créditos–, são elementos que deverão ocasionar o crescimento mais moderado do crédito com recursos livres aos consumidores, durante o segundo semestre, de acordo com análise dos economistas da Serasa Experian.

Recursos livres

Por sua vez, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas avançou 0,2% em junho perante o mês de maio de 2010, atingindo o valor de 99,5. Foi a terceira alta mensal consecutiva deste indicador, sinalizando que as concessões de crédito com recursos livres às empresas deverão prosseguir em rota de recuperação, ainda que gradual, durante os próximos seis meses.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o aumento da participação do crédito com recursos direcionados -especialmente operações via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)- no financiamento às empresas, tem deslocado a demanda destas para esse tipo de financiamento, em detrimento das fontes com recursos livres da rede bancária doméstica. “Tal configuração deverá prevalecer ainda durante algum tempo no mercado creditício empresarial, dado que os impactos das elevações da taxa Selic são menos pronunciados nos custos das operações de crédito com recursos direcionados, relativamente aos custos das operações de crédito com recursos livres”, analisaram.
Os especialistas salientam que, como a economia brasileira deverá continuar se expandindo ao longo dos próximos trimestres, e como o ciclo de elevações da taxa Selic parece estar se aproximando do seu final –conforme sinalizou a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) divulgada na última quinta-feira –, espera-se que as operações de crédito com recursos livres voltem, gradativamente, a recuperar espaço no financiamento da demanda de crédito por parte das empresas.
O objetivo dos Indicadores Serasa Experian de Perspectiva é antever, num horizonte de seis meses, em que fase do ciclo estarão as seguintes variáveis econômicas: (i) atividade econômica, (ii) concessões reais de crédito ao consumidor, (iii) concessões reais de crédito às empresas, (iv) inadimplência do consumidor e (v) inadimplência das empresas. Em geral, as variáveis econômicas apresentam ciclos compostos por quatro fases distintas: (1) expansão, (2) reversão, (3) crise e (4) recuperação. Os Indicadores Serasa Experian de Perspectiva mostrarão, justamente, a posição cíclica, para os próximos seis meses, de cada uma das variáveis.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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