Concessionária promete tratar rede de esgoto até o fim do ano

Em: 23 de novembro de 2009
Questionada durante audiência pública, empresa terá que rever sua atuação no processo de abastecimento de água da cidade
Questionada durante audiência pública, empresa terá que rever sua atuação no processo de abastecimento de água da cidade

Questionada durante audiência pública, empresa terá que rever sua atuação no processo de abastecimento de água da cidade
Até o final do ano, a cidade de Manaus estará 100% coberta com tratamento e coleta de esgoto sanitário. Hoje, apenas 80% da cidade possui cobertura do serviço. Pelo menos foi o que garantiu o diretor de relações institucionais da empresa Águas do Amazonas, Arlindo Sales, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, que discutiu a cobrança indevida da tarifa de esgoto na cidade de Manaus.
A audiência contou com a participação de representantes do MPE (Ministério Público do Estado); da Arsam (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas); da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus, e usuários do serviço.
Autor da proposta, o deputado Marco Antônio Chico Preto (PP) estima que aproximadamente 40 mil residências em Manaus paguem, hoje, por um serviço que não recebem. O deputado diz que se sente constrangido junto à população que paga por um serviço que não é prestado.
Chico Preto aproveitou para cobrar os resultados da ação impetrada pela Assembleia, em 2008, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor, que pede o fim da cobrança da taxa de esgoto na capital amazonense, a exemplo do que já ocorreu em Minas Gerais, onde ação idêntica foi julgada, com decisão favorável aos consumidores. A ação ainda tramita no Tribunal de Justiça do Amazonas
Dentro dos inúmeros temas que permeiam o problema do abastecimento de água na cidade, a vereadora Mirtes Sales (PP) e Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal, cobrou ainda da empresa a prestação do serviço, até porque, como explica, não adianta apenas coletar o esgoto sanitário e não tratar. “É jogar fora o valor de 80% da tarifa”, afirmou.
Segundo ela, existe um contrato de repactuação do serviço entre a Prefeitura de Manaus e a empresa Águas do Amazonas, seguindo a política nacional de serviços públicos que precisam ser cumpridos. “É salutar que tenhamos coleta e tratamento”, lembrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar