Confederação da Indústria espera que setor cresça 5,8% em 2008

Em: 18 de dezembro de 2007
“O crescimento acelerado do PIB em 2007 não significa a consolidação de um novo patamar de crescimento econômico. Para tanto, o desafio é aprimorar o ambiente
“O crescimento acelerado do PIB em 2007 não significa a consolidação de um novo patamar de crescimento econômico. Para tanto, o desafio é aprimorar o ambiente

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) espera que a produção na indústria de transformação lidere o crescimento em 2008. A previsão é de que este setor tenha um incremento de 5,8% no próximo ano e o Produto Interno Bruto, de 5%. Para a confederação, o maior desafio a partir do ano que vem é assegurar o atual ritmo de crescimento da economia -para este ano, a projeção é de uma expansão de 5,3%.

“O crescimento acelerado do PIB em 2007 não significa a consolidação de um novo patamar de crescimento econômico. Para tanto, o desafio é aprimorar o ambiente de negócios de modo a incentivar o investimento privado’’, diz o boletim “Economia Brasileira – Desempenho e Perspectivas’’, divulgado ontem.

A CNI aponta três fatores que ameaçam a continuidade do crescimento: valorização do real frente ao dólar; o alta dos gastos públicos; e a necessidade de investimentos em infra-estrutura.

Mesmo com esses desafios à frente, a CNI espera que o PIB da indústria tenha um crescimento de 5% em 2008 e o consumo das famílias, de 6,2%. Essas projeções estão próximas do esperado em 2007, que são, respectivamente, de 5,3% e 6%.

O boletim dá ainda como perspectiva para o aumento de investimentos (formação bruta de capital fixo) uma expansão de 14%, contra 12,8% esperados para 2007.

No que se refere ao setor externo, a CNI espera que as importações alcancem US$ 150 bilhões em 2008 e as exportações, US$ 175 bilhões. Com isso, o saldo comercial chegará a US$ 25 bilhões -US$ 15 bilhões a menos que o esperado para este ano. Apesar do superávit comercial, a confederação diz que o saldo em conta corrente do país (conta que representa as principais transações do Brasil com o exterior) ficará negativa em US$ 6 bilhões, contra projeção de superávit de US$ 4,5 bilhões para este ano.

Para a taxa de câmbio, a previsão é que o dólar encerre 2008 cotado a R$ 1,76. Para 2007, a previsão é de R$ 1,78.

A CNI também espera que o governo federal faça em 2008 um superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) de 3,2% do PIB (Produto Interno Bruto) -ou seja, abaixo da meta fixada, de 3,8%-, segundo o boletim.

Desde a semana passada, quando o Senado derrotou o governo ao não prorrogar a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o presidente Luiz Inácio tem afirmado que não irá mexer na meta do superávit para compensar os R$ 40 bi a menos na arrecadação.

Para a CNI, “ainda existe muita incerteza quanto às medidas compensatórias a serem adotadas. Entretanto, dificilmente a receita líquida prevista se concretizará e as despesas precisarão ser reduzidas’’.

Embora espere um superávit primário menor em 2008, a CNI vê espaço para a redução da relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que passaria dos 42,9% previstos em 2007 para 41,3% em 2008.

Em relação à taxa de juros, a previsão é que a Selic termine 2008 em 10,5%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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