Confiança do consumidor cai neste ano

Em: 9 de março de 2010
O ICC ,calculado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), registrou 156,7 pontos em março, uma queda de 1,5% quando comparado a fevereiro – mês em que atingiu o patamar recorde de sua série histórica
O ICC ,calculado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), registrou 156,7 pontos em março, uma queda de 1,5% quando comparado a fevereiro - mês em que atingiu o patamar recorde de sua série histórica

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), calculado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), registrou 156,7 pontos em março, uma queda de 1,5% quando comparado a fevereiro – mês em que atingiu o patamar recorde de sua série histórica. Já em relação ao mesmo período do ano passado, o índice apresentou alta de 22,2%.
Thiago Freitas, economista da Fecomercio, ressalta que, apesar da queda, o índice ainda reflete a confiança do consumidor em relação à economia com um todo, já que permanece no patamar de otimismo (marcando mais de 100 pontos em uma escala que vária de 0 a 200). “A população paulistana mantém uma percepção bastante positiva, que é sustentada em grande parte pelos elevados níveis da massa salarial e, mais especificamente, pela segurança que o consumidor tem nos níveis de emprego e renda”, avalia.
A variação registrada em março deve-se a pequena redução em dois sub-índices que compõem o ICC, o Icea (Índice De Condições Econômicas Atuais) e o IEC (Índice De Expectativa Ao Consumidor). O economista explica que o resultado é consequência de algumas despesas pontuais mais elevadas, como as ameaças inflacionárias sazonais que tendem a afetar a confiança do consumidor neste momento. “É uma oscilação natural, uma vez que ajustes mais fortes se deram recentemente”, pondera.
O ICEA, que mede a percepção dos consumidores no curto prazo, obteve uma pequena perda de 1%, chegando a 157 pontos. O segmento que mais influenciou o resultado foi o de consumidores com 35 anos ou mais, apresentando variação negativa de 1,9% e registrando 155,3 pontos. Apenas os consumidores com renda superior a 10 salários mínimos demonstraram percepções positivas em suas avaliações, atingido o patamar bastante elevado de 170,5 pontos, alta de 0,7%.
No mesmo sentido, o IEC, que determina a percepção dos consumidores em relação ao médio e longo prazo, apresentou queda de 1,8%, atingindo 156,4 pontos. Neste mês, todos os segmentos que compõem este indicador apontaram variações negativas.
Para Freitas, é incontestável a evolução da confiança do consumidor nesses últimos meses. No entanto, como os ajustes de preço mais fortes se deram no passado recente, é razoável imaginar que não há espaço para grandes altas do ICC no curto prazo.
O ICC é apurado mensalmente pela Fecomercio desde 1994. Os dados são coletados junto a cerca de 2.100 consumidores no município de São Paulo. O objetivo da pesquisa é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.
Os dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total).
Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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