Confiança do consumidor estável em dezembro

Em: 26 de dezembro de 2011
Resultado é uma combinação de “maior satisfação com o presente e de expectativas estáveis em relação aos meses seguintes”
Resultado é uma combinação de “maior satisfação com o presente e de expectativas estáveis em relação aos meses seguintes”

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) aumentou 0,5% de no­vem­bro para dezembro, ao passar de 119 para 119,6 pontos. De acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), que divulgou na sexta-feira os dados da Sondagem de Expectativas do Consumidor, o resultado é uma combinação de “maior satisfação com o presente e de expectativas estáveis em relação aos meses seguintes”.
O quesito que mede o oti­mismo em relação à situação econômica presente subiu 1% e passou de 139,3 para 140,7 pontos. É o maior nível desde julho, quando o ICC ficou em 144,6 pontos. Segundo o levantamento, a proporção de consumidores que julgam a economia atual como boa teve elevação de 25,1% para 27,1%. Já a parcela daqueles que a consideram ruim caiu de 18,9% para 17%.
Houve melhora também no quesito que mede a ava­liação dos consumidores so­bre a situação econômica futura, que aumentou 0,3%, mantendo-se acima da média histórica pelo segundo mês consecutivo, ao passar de 108,3 para 108,6 pontos.
A parcela de consumidores prevendo melhora nos pró­ximos seis meses aumentou de 26,3% para 26,7%; e a proporção dos que esperam piora diminuiu de 18,5% para 16,8%.
A Sondagem de Expecta­tivas do Consumidor é feita com base em uma amostra com mais de 2 mil domicílios em sete capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de dezembro foi realizada entre os dias 1º e 20 deste mês.

Custo da construção civil sobe 7,58% em 2011

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getúlio Vargas), registrou em 2011 variação positiva de 7,58%. Em dezembro, a taxa foi 0,35%. O índice é calculado com base nos preços de materiais, equipamentos, serviços e mão de obra da construção civil.
O destaque ficou com a mão de obra, com uma elevação de 10,72%, em 2011. O índice referente a materiais e equipamentos teve alta de 4,19% no ano e o de serviços subiu 6,18%.
Em dezembro, o INCC registrou variação positiva de 0,35%, pouco menor do que o resultado do mês anterior, (0,5%). O índice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,18%. No mês anterior, a taxa havia sido 0,26%. Dois dos quatro subgrupos componentes apresentaram de­créscimo em suas taxas de variação: materiais para estrutura (de 0,22% para 0,05%) e equipamentos para transporte de pessoas (de 0,93% para 0,1%).
No último mês do ano, mão de obra registrou variação de 0,47%. No mês passado, a taxa havia sido 0,73%.
A inflação na construção perdeu força em dezembro. O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado), que mede a evolução de preços no setor, subiu 0,35% este mês, inferior à novembro (0,50%). O índice representa 10% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Com o resultado, a inflação na construção civil terminou o ano com alta de 7,58%, taxa idêntica à apurada em 2010.
A variação nos preços de mão de obra diminuiu de ritmo na ponta, ao passar de 0,73% para 0,47% de novembro para dezembro. Porém, em 2011, a inflação da mão de obra na construção foi de 10,72%, acima da apurada em 2010 (9,91%).
Já nos preços de ma­teriais,equipamentos e serviços desaceleraram de 0,27% para 0,23% de novembro para dezembro, fechando o ano com alta de 4,61%, abaixo da inflação em 2010 registrada neste segmento (5,45%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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