O setor industrial bra-sileiro começa o ano de 2008 mais confiante, revela o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O indicador, que é trimestral, apontou 61,8 pontos em janeiro, contra 60,4 pontos verificados em outubro do ano passado.
Segundo técnicos da CNI, os números costumam ser ma-iores na virada do ano, como parte do efeito das perspectivas otimistas de ano novo. Porém, eles vêem que também ocorreu um aumento do otimismo sem fatores sazonais. “O índice denota aumento de confiança na comparação com todo o ano de 2007”, informaram.
O empresário de pequeno porte foi o que teve maior alta no índice -atingindo 61,1 pontos, o mais alto desde abril do ano passado. Já entre os de médio porte passou de 59,5 pontos em outubro para 61,7 pontos agora, e entre os de grande porte passou de 62,2 pontos para 62,4 pontos na mesma base de comparação.
A amostra da pesquisa é de 745 empresas de pequeno porte, 423 de médio porte e 226 grandes empresas. Os dados fora coletados entre os dias 2 e 22 deste mês.
No ICEI, resultados acima de 50 pontos indicam confiança positiva. 100 pontos indicam otimismo absoluto, e zero aponta pessimismo em todos os entrevistados.
Indústrias criticam decisão
A CNI e a Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) defenderam que o Copom (Comitê de Política Monetária) volte a reduzir os juros básicos no país. Em decisão unânime, na quarta-feira, 24, o BC (Banco Central) decidiu manter a taxa de juros Selic em 11,25% ao ano.
A decisão “não surpreendeu, uma vez que já foi sinalizada nas atas anteriores”, afirmaram os economistas da CNI. De acordo com eles, “os sinais de manutenção da robusta taxa de crescimento da demanda interna em um ambiente de incertezas quanto ao cenário prospectivo da inflação são as justificativas do Copom para a manutenção”.
Os técnicos da CNI, porém, “disseram entender que a decisão de efetuar cortes substanciais nos gastos no orçamento de 2008, em função da perda da arrecadação da CPMF, deverá promover maior sintonia entre as políticas monetária e fiscal ao longo do ano e permitir a retomada da trajetória de queda da taxa de juros Selic”.
A CNI também justificou a necessidade de mais cortes nos juros com o aumento do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras), anunciado pelo governo, que já eleva por si só “o custo dos tomadores de crédito, com impactos negativos sobre a atividade produtiva”. A Fiesp, por sua vez, destacou que o governo brasileiro agiu na contramão ao resto do mundo, como o Fed (Federal Reserve, o BC norte-americano), que em decisão extraordinária baixou a taxa de juros nos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual, para 3,5% ao ano.
Confederação quer isenção do IOF
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou nota defendendo a volta da isenção do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio para a exportação de bens e serviços. No início do mês, o governo fixou a cobrança de 0,38% sobre essas operações, para compensar perdas com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
O decreto que reajustou a alíquota do IOF estabeleceu também que as operações ligadas a importações de serviços devem ser tributadas igualmente em 0,38%. No entanto, as operações de câmbio para a compra de bens do exterior tiveram a alíquota mantida em zero.
A CNI destaca que a tributação das vendas no mercado externo são prejudiciais às empresas brasileiras, já dificultadas pela valorização do real em relação ao dólar. No caso da tributação sobre importação de serviços, a entidade considera que a cobrança de 0,38% significa um custo adicional para as empresas, mas aumenta a competitividade na prestação de serviços passíveis de importação. No que se refere às empresas nacionais produtoras de bens a CNI reconhece que a competitividade não muda. Isso porque as operações de câmbio sobre essas importações cont






