Ninguém mais duvida dos graves impactos com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Estamos diante da iminência de sofrer uma hecatombe mundial. As ogivas do governo russo têm condições de destruir o mundo em questões de segundos. Some-se a isso também o potencial nuclear dos Estados Unidos.
Um confronto entre as duas potências mundiais reduziria a terra a cinzas, deixando o planeta praticamente impossível de abrigar vidas novamente. A natureza demoraria séculos para se autodepurar.
Por pouco (e passou raspando), Rússia não atingiu a maior usina nuclear na Ucrânia ao lançar um míssil, o que traria consequências desastrosas, não só para a Europa como também para o resto do mundo. O presidente Vladimir Putin sofre pressões de toda sorte. As sanções do Ocidente já se refletem na economia russa. A população mostra insatisfação. E até a sua cabeça está a prêmio. Um magnata russo oferece R$ 5 milhões para quem o matar.
O estresse é enorme, a pressão o desnorteia, gerando todo tipo de especulações em torno das reações do líder russo. Putin está com os nervos à flor da pele. E parece disposto a apertar o botão da primeira ogiva. Em geral, os Estados Unidos e os outros países que formam a Otan já admitem essa possibilidade.
Joe Biden procura, porém, minimizar. Acha que Putin está blefando. E que seria incapaz de tomar uma atitude de tão grandes proporções, ameaçando destruir o planeta com lançamento de bombas nucleares. O que não acontece com o presidente da França, Emmanuel Macron.
Ele passou mais de duas em conversa por telefone com Putin. E foi catastrófico após o diálogo. E usou muitos argumentos para demover o russo de acabar com as ofensivas na Ucrânia. “O pior ainda está por vir”, disse Macron.
Estamos diante do fim do mundo? Eis alguns dos questionamentos que se houve entre a população dos mais variados países. No Brasil, também não é diferente. Com seu visual carrancudo, muito peculiar dos homens russos, Putin causa medo à primeira vista. E nem precisa chegar perto dele. As imagens de TV o mostram um homem sombrio, frio, capaz de cometer ações as mais tresloucadas, inimagináveis.
Diferente de Boris Yeltsin, que tinha aquele ar bonachão e simpático, mas que desagradava a população por ser um beberrão inveterado. E era constantemente flagrado em gafes e brincadeiras, quebrando os protocolos do governo.
De forma contundente, Putin mostra para o que veio. Que não sairá derrotado de suas ofensivas na Ucrânia, desafiando as grandes potências mundiais. Foram oito anos de preparativos para a invasão da Ucrânia.
Os arroubos da comunidade europeia parecem não o intimidar. E tampouco a retórica de Joe Biden e nem da presidência do Conselho Europeu. Nunca se viu um Putin derrotado. E talvez esta seja a primeira vez. Mas o mundo pode pagar caro se não optar pelas vias diplomáticas, cedendo a reivindicações da Rússia, que se vê cada vez isolada na Europa.
Nota abre Perfil
Lideranças temem debandada na ZFM
Parece mesmo que o cerco se fecha contra a ZFM, mesmo que os impactos da redução do IPI divida opiniões entre especialistas de vários setores da sociedade. Mas está explícita a preocupação com a manutenção dos incentivos fiscais que alimentam, hoje, a grande cadeia produtiva da Zona Franca. A saída do Grupo Heineken do Amazonas acende mais um alerta na região. A empresa está transferindo sua fábrica para Itu, em São Paulo, o que mostra o quanto cresce a insegurança jurídica na área de abrangência do projeto incentivado.
Lideranças políticas e empresariais temem agora uma debandada de empresas, seguindo os rastros da Pepsi, uma gigante do setor de bebidas. O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) considera que a equalização do IPI é o mais duro golpe contra a ZFM. E respingará imediatamente na diminuição dos empregos na indústria e na queda da arrecadação do Estado. Os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM), enfim, todos os integrantes da bancada amazonense em Brasília, compartilham dos mesmos sentimentos. E há quem aposta que a medida do governo Jair Bolsonaro (PL) é uma retaliação contra os intensos ataques contra o presidente durante a CPI da Pandemia, presidida por Omar Aziz. É bem possível. Não se sabe o que acontece nos bastidores da política. Tudo é muito nebuloso.
Desfecho
Nesta segunda-feira (08), está marcada a audiência em Brasília entre a bancada amazonense e o presidente Jair Bolsonaro (PL) para avaliar os impactos da redução do IPI na Zona Franca. Todo o séquito de representantes do Amazonas, inclusive deputados estaduais, estará presente. O próprio senador Omar Aziz, hoje grande desafeto do chefe do Planalto, participará das discussões. Torcemos para um bom desfecho. Mas especialistas preveem que dificilmente o governo recuará. Veremos.
Inconstitucional
Alguns juristas continuam argumentando que a redução do IPI é inconstitucional em relação à ZFM. A Constituição prevê que o projeto de desenvolvimento continuará gozando da renúncia fiscal por mais 50 anos, como decidiu a ex-presidente Dilma Rousseff ainda durante o seu governo. O problema é que no Brasil nada está garantido. São intensas as manobras para acabar com certos direitos constituídos. Vez por outra, aparecem emendas no Congresso para forçar mudanças na legislação.
Engajamento
Os vereadores de Manaus também reforçam a mobilização contra o decreto presidencial que reduziu a alíquota do IPI. Governo e prefeitura elaboram medidas, entre as quais a carta aberta do município endereçada ao presidente Jair Bolsonaro (PL) pedindo a isenção da ZFM na decisão que equalizou os benefícios do imposto. A próxima reunião plenária na Câmara Municipal deve se debruçar sobre o assunto. Tanto a nanica oposição como a bancada governista prometem ir às últimas consequências em defesa da Zona Franca.
Garotão
O ex-governador Amazonino Mendes (Avante Brasil), virtual candidato nas próximas eleições majoritárias, adotou um visual garotão para aparecer em público. Ao desembarcar recentemente no aeroporto de Manaus, apareceu com um macacão jeans e uma camiseta muito esporte, como se vestem os jovens de hoje. Com seus mais de 80 anos de idade, Amazonino mostra que tem forças suficientes para voltar a comandar o governo do Estado.
Eleições
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), reforça os investimentos para atender demandas em Manaus e no interior do Estado. A recuperação de vicinais já consumiu mais de R$ 400 milhões, permitindo o escoamento da produção de municípios para o mercado consumidor da capital. Parcerias com a prefeitura modernizam a infraestrutura urbana da capital. E ainda: estudantes passaram a ter direito ao passe livre nos ônibus. São medidas estratégicas para a reeleição. Compreensível. Lima tem a máquina nas mãos. Tem tudo para permanecer no governo do Estado.
Eleições 2
O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer reduzir o lucro da Petrobras para forçar a diminuição nos preços da gasolina, do etanol e do diesel. Também é uma medida eleitoreira. E dificilmente será viabilizada. O governo federal não pode apitar nas decisões da empresa. E nunca os acionistas estrangeiros deixarão de seguir a cotação do barril de petróleo e a oscilação do dólar no mercado internacional, que impactam nos valores praticados na venda dos combustíveis. Mais uma jogada tendenciosa.
Recessão
Tecnicamente, o Brasil saiu da recessão. É o que dizem os últimos dados da FGV e do IBGE. No quarto trimestre, o PIB cresceu 4,6% em 2021, apesar dos impactos gerados pela pandemia, surpreendendo as estimativas. Em valores correntes, chegou a R$ 8,7 trilhões. Mesmo assim, todas as riquezas geradas pelos produtos brasileiros estão 2,8% abaixo da melhor marca alcançada em 2014. Agora, as previsões não são nada animadoras com as consequências da guerra entre Rússia e Ucrânia. É esperar.
Violência
O crime organizado continua imperando em Manaus, apesar do reforço no efetivo policial em áreas estratégicas de Manaus, onde supostamente funcionam os quartéis das facções criminosas, principalmente na zona sul da capital. Pessoas continuam sendo fuziladas nas ruas. De vez em quando, alguém é executado nas vias públicas, sem que os aparatos de segurança cheguem a tempo de evitar os assassinatos. Somos reféns de bandidos cujas ousadias deixam um rastro de sangue. Até quando?
FRASES
“O IPI é uma das âncoras de competitividade”.
David Almeida (Avante), prefeito de Manaus, sobre impactos da redução do imposto à ZFM.
“Brasil poderia produzir fertilizantes se a lei permitisse extrair potássio na Amazônia”.
Jair Bolsonaro (PL), presidente da República.







