Conselho mantém taxa de juros a 6,25% ao ano

Em: 27 de março de 2008
A redução da TJLP é uma reivindicação constante do setor produtivo, já que costuma ser o custo mais baixo para as empresas investirem.
A redução da TJLP é uma reivindicação constante do setor produtivo, já que costuma ser o custo mais baixo para as empresas investirem.

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu manter a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) em 6,25% ao ano. Esta taxa vai vigorar de abril a junho.
A fórmula para estabelecer a TJLP, que serve de referência para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, leva em conta a expectativa de inflação para os próximos 12 meses e o risco-país do Brasil.
Embora a meta de inflação seja de 4,5% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a expectativa do mercado para os próximos 12 meses está um pouco abaixo disso (4,33%). Já o risco Brasil está em torno de 280 pontos.
A redução da TJLP é uma reivindicação constante do setor produtivo, já que costuma ser o custo mais baixo para as empresas investirem.
A TJLP é definida para o trimestre que irá começar. A taxa que vigorou entre abril de 2004 e dezembro de 2005 foi de 9,75% ao ano. Na reunião do CMN de dezembro daquele ano, ela foi reduzida para 9% ao ano, em março, para 8,15%, em junho, para 7,5% ao ano e, em setembro, para 6,85% ao ano e, no encontro de dezembro, caiu para 6,5% ao ano. Em junho, foi reduzida para 6,25% ao ano e desde então se mantém no patamar.
São membros do CMN os ministros da Fazenda Guido Mantega e do Planejamento Paulo Bernardo e o presidente do Banco Central Henrique Meirelles.
O CMN aprovou que bancos captadores de depósitos de poupança rural também possam captar depósitos no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para o crédito imobiliário.
Para o CMN, o limite em depósitos do SBPE ficou estabelecido em 10% para as instituições que captam na poupança rural.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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