Construção civil aumenta demanda por executivos

Em: 13 de novembro de 2008
A demanda por profissionais para atuação em chefia intermediária, gerência, diretoria, CEOs e até conselheiros de administração cresceu mais de 50% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo período de 2007
A demanda por profissionais para atuação em chefia intermediária, gerência, diretoria, CEOs e até conselheiros de administração cresceu mais de 50% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo período de 2007

A procura por executivos continuou em alta no terceiro trimestre de 2008. A demanda por profissionais para atuação em chefia intermediária, gerência, diretoria, CEOs e até conselheiros de administração cresceu mais de 50% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo período de 2007. Nos meses de julho, agosto e setembro deste ano, foram abertas posições para 5.384 executivos, ante 3.468 em igual período do ano passado.
Os números constam de estudo interno realizado pela DBM, consultoria especializada em gestão do capital humano em momentos de transição, e apontam que, apenas em setembro último, houve procura por 1.860 executivos –volume que define aumento de 79% em relação ao dado do mesmo mês do ano passado.
“O mercado, neste período, ainda não tinha sentido os efeitos da crise e manteve o ritmo de crescimento observado nos últimos meses”, afirmou Cláudio Garcia, presidente da DBM Brasil. “O que devemos ver a partir de agora no mercado é uma tendência de desaceleração das contratações. Muitas empresas devem diminuir o ritmo dos processos, mas não devem estancar definitivamente a abertura de vagas para seus quadros, pelo menos enquanto o ambiente econômico estiver incerto”, completou.
De acordo com os números do levantamento produzido pela DBM, o setor de construção continuou aquecido e voltou a ampliar o número de vagas para executivos. O segmento cresceu mais de 700% em relação terceiro trimestre de 2007, sendo responsável por 7% de toda a demanda do período.

Petroquímica no ranking

A novidade observada no terceiro trimestre deste ano é o segmento de petroquímica, que conquistou posições no ranking das áreas que mais buscam executivos, respondendo por 6% da demanda total. Isso significa crescimento aproximadamente em oito vezes no número de vagas ofertadas no terceiro trimestre deste ano.
“As recentes descobertas de novos campos de exploração de petróleo e gás natural promoveram reflexos para o segmento como um todo”, analisou Cláudio Garcia.
Os setores de serviços e a indústria continuam sendo os setores que mais posições abriram para executivos em comparação com os anos anteriores. No terceiro trimestre de 2008, juntos, eles responderam por 29% da demanda por profissionais seniores.
Entre as áreas de atuação dos executivos dentro das empresas, o segmento financeiro continuou dominando o cenário no terceiro trimestre de 2008 e manteve a abertura de novas vagas para executivos. Das 5.384 mil posições abertas para executivos no período, mais de 1.230 (ou 23%) são relativas à área financeira.
Um crescimento expressivo observado nas áreas que mais demandaram executivos foi a comercial e vendas e mar­keting, responsáveis, juntas, por 28% do total.
No período analisado, a área de comercial e vendas ficou em segundo lugar no ranking e imprimiu um crescimento de 84% em relação ao terceiro trimestre de 2007. Já a área de marketing, cresceu 55% em 2008.

Tem rotatividade no financeiro

A crise financeira mundial já mostra seus reflexos nas contratações do setor financeiro e o impacto na área começa a ser percebido devido ao turn over acentuado. O estudo interno da DBM referente aos setores que mais desligaram executivos no terceiro trimestre de 2008 constatou que a área financeira teve pequena retração em relação ao mesmo período do ano passado.
A diferença entre 2007 e 2008 é pequena, 0,76 ponto percentual, no entanto o estudo sinaliza que no próximo trimestre essa diferença pode aumentar. A área ocupa a segunda colocação no ranking dos 20 setores que mais demitiram, com o percentual de 12,86%.
A indústria farmacêutica, com 17,14%, foi a que mais demitiu executivos no período, seguida da área de produtos de consumo, com 12,86%. O forte movimento de demissão e recolocação da indústria farmacêutica está relacionado à ajustes do setor ao atual portfólio de medicamentos. Já a área de produtos de consumo, que empatou com a área financeira em segundo lugar, sugere que a desaceleração do mercado financeiro internacional começa, gradualmente, a chegar à economia real, contraindo contratações em setores estratégicos como, por exemplo, o varejo. As áreas eletroeletrônica (com 10%) e serviços (com 7,62%) completam as cinco primeiras colocações no ranking de profissionais demitidos no setor varejista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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