Construção civil promete manter ritmo, apesar da chuva

Em: 12 de novembro de 2010
Manaus já começa a entrar no clima conhecido como inverno amazônico e, com ele, vem a chuva, mas esta não será desculpa para atrasar as obras da construção civil no Amazonas
Manaus já começa a entrar no clima conhecido como inverno amazônico e, com ele, vem a chuva, mas esta não será desculpa para atrasar as obras da construção civil no Amazonas

Manaus já começa a entrar no clima conhecido como inverno amazônico e, com ele, vem a chuva, mas esta não será desculpa para atrasar as obras da construção civil no Amazonas. De acordo com o vice-presidente do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas), Frank do Carmo Souza, o ritmo de trabalho nos canteiros não perdeu o fôlego por conta do período chuvoso.
“Talvez o que possa atrasar sejam as grandes obras. Quando atrasa, geralmente há um prazo de 3% a 4% maior no tempo para entregar os empreendimentos. Mas, ultimamente, as empresas já se preparam e colocam no cronograma este período de chuva”, informou o dirigente.
Na avaliação do proprietário da A. Martins Construções, Alexandre Martins, a chuva não representa preocupação para as obras em andamento e sim outros fatores ocorridos ao longo do ano que podem prejudicar as construções. “Infelizmente, perdemos muitos materiais com o acidente do Porto Chibatão. Sem contar que este ano teve a falta de tijolo, por conta do rompimento do cabo que liga Manaus a Iranduba, e de cimento, devido à seca dos rios”, comentou Martins.
Mas, para o diretor comercial da Cristal Engenharia, Jorge Roldão, a chuva, embora esteja no cronograma das construtoras, é sempre motivo de preocupação. “Isso não é o agravante, mas ajuda a atrasar. A chuva é sempre um fator complicante, ainda mais que enfrentamos a carência de mão de obra”, explicou.
Segundo Roldão, apesar das dificuldades assinaladas por ele, a empresa entregará todos os projetos no cronograma proposto. No próximo ano, a Cristal deverá lançar o residencial Thiago de Mello, localizado no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste. Este novo empreendimento já está incluído na meta da construtora, que pretende crescer em torno de 12% no próximo ano.

Resumo do desempenho

No segundo trimestre de 2010 o mercado imobiliário registrou IVV (Índice de Velocidade de Vendas) de 21,57%, apresentando recuo em comparação à taxa registrada no primeiro trimestre de 2010, que foi de 27,45%. Os dados foram divulgados pelo Sinduscon/AM e tem por base as unidades efetivamente vendidas no período, divididas pelas disponíveis no início do mesmo trimestre.
Dentre os bairros que apresentaram o maior número de unidades ofertadas, o Aleixo (na zona Centro-Sul), obteve destaque com 1.482 unidades correspondendo a 31,53% do total ofertado, porém o maior número de vendas ficou com o bairro Vieiralves (também na zona Centro-Sul), com 66,67% das unidades comercializadas. Em seguida, veio o Parque das Laranjeiras (igualmente na zona Centro-Sul) com IVV de 44,23%. A previsão é que o setor de construção civil no Amazonas cresça 10% em relação às unidades vendidas, isto equivaleria a 22 mil novas habitações e escritórios no Estado em 2010.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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