Construção puxou alta do mercado de trabalho em 2008

Em: 20 de setembro de 2009
A expansão da construção civil no país teve reflexo direto no emprego do setor em 2008, que registrou alta de 14% em relação ao ano anterior
A expansão da construção civil no país teve reflexo direto no emprego do setor em 2008, que registrou alta de 14% em relação ao ano anterior

A expansão da construção civil no país teve reflexo direto no emprego do setor em 2008, que registrou alta de 14% em relação ao ano anterior.
O dado faz parte da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada na sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em 2008, eram 6,9 milhões de trabalhadores na construção, o equivalente a 7,5% do total de empregados em todo o país. No ano anterior, 6,7% dos empregados estavam no setor, o equivalente a pouco mais de 6 milhões de pessoas.

Outras atividades

O número de empregados no setor denominado outras atividades -inclui serviços terceirizados e os de intermediações financeiras- aumentou 8,4% entre 2007 e 2008. Em 2008, o volume de trabalhadores neste setor representou 7,7% do mercado total. No ano anterior, essa proporção era de 7,3%.
Na indústria, o emprego subiu 2,4% em 2008, passando a representar 15,1% do mercado, com 13,9 milhões de empregados. Em 2007, eram 13,6 milhões de trabalhadores, o equivalente a 15,2% do total, configurando perda de participação.
Os dados da PNAD não contemplam os efeitos da crise, pois foram coletados até setembro, quando se deu o início do período turbulento na economia.
Os trabalhadores no comércio e em atividades de reparação ficaram estáveis, somando 16 milhões de pessoas, o correspondente a 17,4% do mercado.
Na agricultura, houve retração de 2,6% no número de trabalhadores. Em 2008, eram 16,1 milhões, ou 17,4% do total do mercado. No ano anterior, eram 16,5 milhões, que significavam 18,4% do total.
A pesquisa mostra ainda que das 92,4 milhões de pessoas ocupadas em 2008, 58,6% eram empregados. Outros 20,2% trabalhavam por conta própria; 7,2% eram trabalhadores domésticos, 5% eram não remunerados, e 4,5%, empregadores.
A PNAD 2008 investigou 391.868 pessoas em 150.591 domicílios por todo o país a respeito de sete temas (dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento), tendo setembro como mês de referência.

Cresce número de brasileiros que trocaram telefone fixo pelo celular

De 2007 para 2008, mais 4,4 milhões de domicílios brasileiros passaram a ter algum tipo de telefone, ainda segundo a PNAD, registrando, mais uma vez, forte evolução. Dos telefones a mais nas casas dos brasileiros, 3,98 milhões eram celulares.
Com o aumento, a participação dos domicílios com algum tipo de telefone cresceu 5,3 pontos percentuais para 82,1% (ou 47,2 milhões). Já os domicílios somente com celular chegaram a 21,7 milhões (37,6% do total), um aumento de 5,9 pontos percentuais.
O telefone fixo perdeu o status de sonho de consumo, com um lugar especial na casa do brasileiro. A fatia de domicílios no país com apenas o serviço de telefonia móvel vem crescendo em ritmo acelerado. De 2001 para 2008, houve um salto de 7,8% (excluindo a zona rural da região Norte) para 37,6% (21,6 milhões de residências), de acordo com a PNAD.
De acordo com o economista do IBGE, William Kratochwill, a cada cem brasileiros, cerca de 39 residem em domicílios que possuem somente celular contra quatro que tem somente fixo. No Brasil, porém, 17,9% das casas ainda não contam com telefone nenhum.
“A tendência dos brasileiros é sempre buscar o mais barato. Enquanto o fixo estiver mais em conta para fazer ligações, as pessoas vão continuar tendo acesso”, afirmou o economista, que disse não acreditar na extinção do serviço fixo no país devido a mensalidade.
Pesquisadores destacam que, se comparado com os Estados Unidos e a Europa, o custo para manter um celular no Brasil ainda é muito elevado. Em países mais desenvolvidos, o consumidor pode pagar 50 dólares por mês para ter acesso ilimitado a serviços de voz e dados pelo celular.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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