O primeiro Salão Imobiliário do Banco do Brasil, em 2014, acontecerá nos dias 29 e 30 de março, no Manaus Plaza Shopping. A novidade está nos imóveis Classes A e B, segundo uma prévia da pesquisa IVV (Índice de Velocidade de Vendas) de 2013 e apontam para essa tendência do mercado local. O lançamento do evento foi realizado na tarde de ontem, na agência Estilo Vieiralves, localizada na av. Major Gabriel, zona Centro-Sul da cidade, uma iniciativa do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas) em parceria com o Banco do Brasil.
A expectativa dos organizadores é vender 200 das 500 unidades, que serão apresentadas, gerando um saldo, em fechamento de negócios, em torno de R$ 19 milhões. O volume de movimentação financeira pode ter um incremento maior se as construtoras também oferecerem salas comerciais, localizadas em prédios voltados, exclusivamente, para atividades empresariais. A ideia está sendo estudada e se for concretizada será a primeira vez que um evento, em Manaus, ofertará imóveis residenciais e comerciais.
De acordo com o diretor da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon-AM, Newton Veras, o mercado tem lançado 800 unidades e vendido 600, em média, por bimestre. A estabilidade das tabelas de vendas tem garantido um desempenho satisfatório. “As construtoras repassaram para o custo dos imóveis apenas os percentuais correspondentes à variação do preço dos materiais de construção e mão de obra. Não houve acréscimo no lucro. Isso proporcionou tranquilidade para quem planeja investir na aquisição do primeiro imóvel ou aplicar em bens duráveis”, avaliou.
O economista Alex Del Giglio, mesmo sendo cético em relação ao mercado imobiliário, ele sinaliza para uma valorização excessiva, sobretudo nas grandes capitais. “Eu imagino que saturou os estoques dos imóveis das classes menos abastadas, então os construtores estão focando novamente nos imóveis com valores um pouco mais altos. Mas, eu acredito que esses preços que já estão sendo praticados estão acomodados haja vista os descontos”, analisou.
Giglio tomou como exemplo, um preço anunciado de R$ 1 milhão para um imóvel Classe AB, só que o valor negociado normalmente está bem abaixo desse valor anunciado, segundo o economista. “Nós acabamos não tendo acesso a esses valores, porque até os índices do setor, eles consideram os valores anunciados e não os valores negociados”, explicou.
Segundo o presidente do Creci/AM-RR 18ª Região (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), Paulo Júnior, desde a década de 90 o mercado imobiliário, no Brasil, precisava de um planejamento para atender a demanda de habitação. “O mercado imobiliário nunca parou. Imóveis A e B sempre teve público em Manaus e o público C não deixa de ser uma parte significativa da demanda”, analisou.
Na opinião da corretora de imóveis, Maria Helena Bernardo houve uma estagnada na demanda de imóveis do público C e D em decorrência do programa Minha Casa Minha Vida da Caixa, que está em fase de obras e preocupa com a questão da documentação. “Muitos clientes são autônomos, mesmo com a facilitação da Caixa em aceitar a comprovação de renda com os boletos de cartão de crédito, conta corrente e outros, ainda assim a documentação é um problema na hora de fechar o contrato”, relatou.
Maria Helena aposta nos imóveis de 80 no máximo a 100 m² em torno de R$ 400 mil para atender a demanda dos clientes B C. “Esse é o perfil para negociação futura. Mas esse público acima de R$ 1 milhão como está lançando é um público mais retraído por mais que melhor pague, ele é a ponta da pirâmide. Na minha opinião o mercado está mais promissor para o público B C”, revelou.
Os organizadores do Salão estimam um público em torno de 20 mil pessoas, na maioria, das camadas A e B da população. A estimativa foi elaborada com base no valor dos imóveis que variam de R$ 450 mil a R$ 2 milhões e, também, em decorrência da renda familiar exigida para o financiamento, que deve ficar em torno de R$ 8 mil.
Veras aposta no sucesso do Salão com fechamento de vários negócios em virtude das classes A e B não estarem sendo contempladas com lançamentos imobiliários há algum tempo. “Nos últimos três anos, o mercado tem se voltado para atender as demandas das classes C e D. Os clientes com poder aquisitivo maior buscavam novidades em regiões que tem se destacado como excelentes para moradia por causa da facilidade de acesso ou de serviços instalados nas proximidades”, justificou.
O diretor ainda destacou os imóveis localizados nos bairros Dom Pedro, Flores, Parque das Laranjeiras e os situados ao longo da av. Torquato Tapajós como os mais procurados. “No Salão, as construtoras vão direcionar suas ofertas para o que esses clientes A e B procuram”, disse.
O evento
Este é o primeiro evento do ano nesta linha, onde estarão cerca de 15 stands de empresas do segmento da construção civil ou de setores afins numa área de 3 mil m², aproximadamente. Serão oferecidos 500 imóveis, 80% já estão prontos para morar. Os organizadores disponibilizarão as unidades habitacionais em fase de moradia para atender aos clientes que buscam imóveis para ocupação imediata.
Durante o Salão, o Banco do Brasil irá realizar análises de crédito para aquisição dos imóveis. Os correntistas do banco, por já terem os dados cadastrais no sistema, poderão já sair do evento com o crédito aprovado. Os visitantes que não forem clientes do Banco do Brasil poderão solicitar uma avaliação e receberão a resposta após o encerramento do evento.
Os stands terão o tamanho padrão de 4,5m x 4,5m, com área correspondente a 20,25m². As empresas que optarem por espaços maiores, por terem um grande número de empreendimentos a apresentar, poderão adquirir vários stands para compor o cenário que projetaram como ideal para dar visibilidade aos produtos.
As negociações estão sendo realizadas pelos agentes do Banco do Brasil diretamente com as empresas participantes sob a chancela do Sinduscon-AM no fechamento dos contratos.






