Consumidores continuam otimistas com o futuro

Em: 8 de setembro de 2015
O indicador continua apontando otimismo, considerando uma escala que varia de 0 até 200, em que o pessimismo fica abaixo de 100 pontos.
O indicador continua apontando otimismo, considerando uma escala que varia de 0 até 200, em que o pessimismo fica abaixo de 100 pontos.

Apesar de os consumidores continuarem otimistas em relação ao futuro da economia, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) de março, medido pela Fecomercio, teve queda de 3,5% em relação ao mês anterior, registrando 128,2 pontos, uma retração de aproximadamente cinco pontos ante o mês de fevereiro. O indicador continua apontando otimismo, considerando uma escala que varia de 0 até 200, em que o pessimismo fica abaixo de 100 pontos.
Segundo o estudo da Fecomercio, os dados apurados nos últimos meses devem sinalizar uma tendência de redução da confiança. Em fevereiro, o ICC alcançou sua primeira alta após quatro meses de queda consecutiva, atingindo 132,9 pontos. Para Thiago Freitas, economista da Fecomercio, a variação positiva de fevereiro pode agora ser qualificada como “ponto fora da curva”, ou mera pausa na trajetória negativa do ICC, e não de uma reversão de tendência. “A trajetória de queda está claramente espelhada nas instabilidades do momento econômico do país, em que as más notícias econômicas têm se alternado com algumas ações do governo no sentido de atenuar os impactos da crise internacional sobre a economia brasileira”, avaliou o especialista.

Nível de apreensão

Freitas acrescentou que anúncios de demissões pontuais em grandes empresas, notícias de quedas na produção e nas vendas em segmentos importantes contribuem para a elevação no nível de apreensão do consumidor. Ou seja, a crise agora já apresenta reflexos concretos nos indicadores ligados diretamente à vida das famílias brasileiras.
Na análise mais detalhada dos dados que compõem o ICC, o Icea (Índice das Condições Econômicas Atuais), que determina a percepção dos consumidores em relação à situação presente, tanto de sua família quanto a do país, caiu 10,1% no mês e perdeu, desde março do ano passado, mais de 38 pontos, uma queda de quase 25%, situando-se agora em 115,8 pontos, o menor patamar desde outubro de 2005, auge da crise política.
Já o IEC (Índice das Expectativas do Consumidor) mostrou variação mensal positiva, ainda que modesta: 0,6% e registrando 136,4 pontos em março.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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