Consumo cresce 5,4% em 2007, aponta EPE

Em: 17 de janeiro de 2008
No ano anterior, o crescimento do consumo de energia elétrica em relação a 2005 não passara dos 3,5%. Segundo Guerreiro, a expansão do consumo em 2007
No ano anterior, o crescimento do consumo de energia elétrica em relação a 2005 não passara dos 3,5%. Segundo Guerreiro, a expansão do consumo em 2007

O consumo de energia elétrica no país cresceu 5,4% em 2007, segundo dados divulgados hoje pelo diretor de Estudos Econômicos e Energéticos da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Amilcar Guerreiro.

No ano anterior, o crescimento do consumo de energia elétrica em relação a 2005 não passara dos 3,5%. Segundo Guerreiro, a expansão do consumo em 2007 foi puxada, principalmente, pelo setor comercial, que teve incremento de 7% no ano passado.

Entre os fatores que contribuíram para o resultado do setor está o crescimento da própria atividade comercial (7,3% de janeiro a setembro de 2007), e o maior volume de negócios no turismo, que vem proporcionando mais movimentação nos aeroportos e ocupação de hotéis. O setor residencial registrou expansão de 6% no consumo de energia elétrica em 2007, na comparação com o ano anterior.

A queda do desemprego e o crescimento da renda do brasileiro foram fundamentais para que o consumo de energia elétrica no segmento residencial registrasse resultado significativo.

“No ano passado, foram verificadas 2 milhões de novas ligações, o que significa um aumento de 3,4% sobre o resultado de 2006. Cerca de 25% do total de novos consumidores deveu-se ao programa Luz para Todos”, afirmou Guerreiro.

Já o consumo de energia elétrica da indústria teve aumento de 5% no ano passado, em relação a 2006. Segundo Guerreiro, esse resultado está ligado ao crescimento da autoprodução, à maior utilização da capacidade instalada. De janeiro a novembro, a atividade industrial teve expansão de 6%.

Para 2008, a EPE projeta um crescimento de 5,2% no consumo de energia elétrica. Amilcar Guerreiro disse que a estimativa para o setor comercial é de incremento de 7,5%.

Para o setor residencial, a projeção é de 6%, e para a indústria, não passa dos 4%. Essa estimativa de queda deve-se ao aumento do número de autoprodutores, cujo consumo não entra no balanço da EPE.

Redação

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