O consumo de gás natural no Amazonas registrou média diária de 5,7 milhões de metros cúbicos em 2025, o que representa uma alta de 5,7% na comparação com o ano anterior. O crescimento da demanda foi impulsionado principalmente pelo desempenho das usinas termelétricas e pela expansão do uso residencial, que registrou o maior salto percentual do período. Ao todo, o sistema atende hoje mais de 28,7 mil unidades consumidoras em diversos segmentos, abrangendo desde a geração de energia até o uso doméstico e comercial.
As termelétricas, responsáveis pela maior parcela do volume consumido no estado, utilizaram uma média de 4,8 milhões de metros cúbicos por dia em 2025, índice 6,7% superior ao registrado em 2024. A relevância dessa fonte é confirmada por dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que apontam o gás natural como origem de 81,8% da energia elétrica gerada para o Sistema Interligado Nacional no Amazonas. Atualmente, o insumo abastece usinas localizadas na capital e nos municípios de Anamã, Anori, Caapiranga, Coari e Codajás.
No âmbito doméstico, o segmento residencial apresentou o avanço mais expressivo do levantamento, com crescimento de 23,4%. A demanda média diária subiu de 4,1 mil para 5,1 mil metros cúbicos, atendendo a uma base de 28,3 mil usuários. O setor comercial seguiu tendência semelhante, com expansão de 12,6%, elevando o consumo diário para 7,4 mil metros cúbicos em estabelecimentos como panificadoras, lavanderias e restaurantes.
O Polo Industrial de Manaus, por sua vez, manteve um cenário de estabilidade técnica. As 79 empresas conectadas à rede consumiram 190,5 mil metros cúbicos por dia, volume próximo aos 189 mil registrados no ano anterior. O mesmo comportamento foi observado nos setores de autogeração e liquefação, com média de 634,7 mil metros cúbicos, enquanto o segmento veicular fechou o período com 20,5 mil metros cúbicos diários.
Com uma rede de distribuição que se estende por 367 quilômetros e alcança mais de 30 bairros em Manaus, o Amazonas consolidou-se na terceira posição do ranking nacional em volume comercializado, entre as 18 distribuidoras monitoradas pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado. O avanço dos indicadores reflete a ampliação da infraestrutura de dutos e a migração de novos estabelecimentos para o sistema de fornecimento contínuo.







