A quantidade de pessoas que tiveram suas carteiras de trabalho assinadas por intermédio do Sine/AM (Sistema Nacional de Empregos do Amazonas) – serviço coordenado pela Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho) – em 2009 caiu 19,96%, no comparativo com os 12 meses anteriores. A informação foi divulgada ontem pelo órgão e mostra que dos 22,3 mil candidatos cujos documentos foram entregues ao serviço de emprego durante todo o ano passado, apenas 7.186 (ou 32,23%) conseguiram espaço no mercado formal de trabalho.
Na passagem dos dois anos analisados, o número de pedidos de seguro-desemprego atendidos pela SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas) cresceu 12,65%, segundo as estatísticas da Setrab. Entretanto, esse percentual de desempregados é bem maior na prática se considerado o total de pedidos para requerimento do seguro-desemprego.
De janeiro a dezembro, 195 mil pessoas recorreram ao seguro enquanto procuravam outra ocupação econômica e 82,2 mil conseguiram, restando saldo negativo de 112,8 mil desempregados.
A oferta de vagas captadas pelo Sine/AM no ano passado também sofreu redução. No ano em que a crise financeira internacional completou seu primeiro aniversário (2009) houve 14,5 mil vagas, sendo 24,08% inferior à oferta de 2008, frente aos 22,3 mil profissionais sem emprego no ano anterior. O destaque ficou por conta do mês de fevereiro de 2009 com apenas 495 vagas –72,57% menos que no mesmo período de um ano antes.
De acordo com o coordenador do Sistema Nacional de Empregos no Amazonas, Murilo Cunha, a comparar a disponibilidade de empregos por mês ou ano depende de fatores externos. “O Sine/AM não fica procurando as empresas para descobrir onde tem vaga e depois colocar no cadastro. Nós dependemos do interesse das empresas de nos pedir encaminhamento de determinada quantidade de candidatos para funções específicas”, explicou.
O número de vagas a serem preenchidas, segundo Cunha, depende diretamente do nível de qualificação profissional dos candidatos. “Não podemos enviar alguém incapacitado para o mercado por mais que a pessoa precise do emprego”, defendeu-se quando questionado sobre os 15,2 mil trabalhadores desempregados em 2009, mesmo depois de preencher ficha no Sine/AM.
FCDL/AM prevê que 50% dos temporários serão efetivados
O presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras dos Dirigentes dos Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag, calcula que das 5.000 vagas disponibilizadas pelo comércio de Manaus no mês de dezembro, 4.850 foram preenchidas temporariamente. “Esperamos que 50% desse total, cerca de 2.400, tenham continuado nas empresas em janeiro com possibilidade de empregar-se permanentemente”, apostou. No início de fevereiro, a federação divulgará as estatísticas consolidadas sobre o volume de pessoas que engordaram o quadro funcional do setor.
“O mês de janeiro é conhecido como o auge das contratações, pois é o momento em que as empresas aproveitam para renovar o quadro de funcionários”, destacou o diretor-geral do website de empregos www.trabalhando.com.br, Renato Grinberg.
Carteira assinada
Ainda segundo Grinberg, a contratação de temporários em todo o Brasil durante as vendas do último Natal aumentou 13% comparada a 2008. “Quase 25% dos temporários brasileiros já foram contratados de fato, ou seja, 140 mil pessoas começaram o ano com a carteira de trabalho assinada”, completou.
Para o superintendente da SRTE/AM, Dermilson Chagas, o setor da construção civil alavancará a geração de empregos no Estado do Amazonas neste ano. “No primeiro semestre do ano estão previstas pelo menos 3.000 novas vagas e até o início da Copa (do Mundo de Futebol) de 2014 em Manaus, a construção será o setor que mais empregará no Amazonas”, garantiu.
Chagas disse que as obras públicas, como a construção do complexo esportivo em substituição ao estádio Vivaldo Lima, a implantação do monotrilho e a instalação de praças e espaços de visitação voltados para os turistas serão os grandes responsáveis pela futura pujança da construção civil. “Somente o Tropical Hotel gastará R$ 50 milhões na reforma geral e ampliação do espaço construído. A partir desta cifra podemos ter uma ideia do quanto será injetado na economia local”, finalizou o titular da SRTE/AM, Dermilson Chagas.






