Contribuinte vai pagar R$ 6.700 em tributos até o final do ano, diz IBPT

Em: 27 de outubro de 2010
IBPT e ACSP divulgaram ontem um estudo que demonstra que o tributo de maior recolhimento é o ICMS, sendo seguido pela contribuição previdenciária do INSS
IBPT e ACSP divulgaram ontem um estudo que demonstra que o tributo de maior recolhimento é o ICMS, sendo seguido pela contribuição previdenciária do INSS

Pelo terceiro ano consecutivo a arrecadação tributária brasileira ultrapassará a marca de R$ 1 trilhão em impostos, taxas e contribuições. Segundo levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), neste ano, em comparação a 2009, a marca foi atingida 49 dias antes e, em comparação a 2008, 50 dias. Até hoje, ontem, cada brasileiro já pagou R$ 5.207,22 em tributos e, até o final do ano, terá pago aproximadamente R$ 6.700.
Ontem, o IBPT e a ACSP divulgaram um estudo que demonstra, individualmente, que o tributo de maior arrecadação é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), com 21,47% do total; seguido da contribuição previdenciária para o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), com 17,51%; do Imposto de Renda, com 16,60%; e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), com 10,93%. Revela ainda que a média de arrecadação diária totaliza R$ 3,35 bilhões, sendo que por segundo é arrecadado o valor de R$ 38.709,28.
O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, destacou que a motivação para carga tributária tão alta em 2010 se deve ao crescimento econômico; redução da sonegação fiscal, por meio da Nota Fiscal Eletrônica, Sped Eletrônico; e a forma como os tributos são cobrados no Brasil, um verdadeiro efeito cascata. “Temos uma previsão de que o PIB possa chegar a 7% e a carga tributária em relação ao PIB apresente um aumento de aproximadamente 0,7 ponto percentual neste ano, com isso o volume da arrecadação pelo governo reflete os recordes atingidos atualmente”, avaliou.
Para a vice-presidente do IBPT, Letícia do Amaral, a população deve reivindicar um retorno de benefícios referentes a serviços públicos de qualidade proporcionalmente aos tributos pagos anualmente.

Maior arrecadação

A Região Sudeste concentra 63,52% de toda a arrecadação, seguida da Região Sul com 14,21%, Região Nordeste com 9,79%, Região Centro-Oeste com 9,11% e Região Norte com 3,37%. São Paulo é o estado com maior arrecadação, com 38,61%, seguido do Rio de Janeiro com 15,22%, Minas Gerais com 7,73%, Rio Grande do Sul com 5,64%, Distrito Federal com 5,33% e Paraná com 5,07%. Os estados com menor arrecadação são Roraima e Amapá com 0,10% do total e Acre com 0,12%. O Distrito Federal apresenta a maior arrecadação “per capita”, de R$ 20.386,20, seguido do Rio de Janeiro com R$ 9.478,56, São Paulo com R$ 9.309,18, Santa Catarina com R$ 5.703,44, Espírito Santo com R$ 5.604,16, Rio Grande do Sul com R$ 5.152,54 e Paraná com R$ 4.730,57.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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