Levar as pesquisas científicas para além das bancadas dos laboratórios permitindo que a comunidade use as informações no seu cotidiano. É com esse intuito que o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) realiza, até o próximo domingo, 8, o 9º Curso de Vetores, Controle Biológico e Mudanças Climáticase e o 1º Curso em Bacteriologia e Suas Aplicações Biotecnológicas.
A atividade começou no último sábado, 31, reunindo mais de 60 pessoas –entre alunos de graduação, agentes de saúde de Manaus, São Paulo de Olivença (a 988 km da capital) e Coari (a 368 km), além de pessoas ligadas a instituições de Rondônia e Minas Gerais– em torno de discussões sobre a malária e os métodos de controle vetorial.
No domingo, 1º, e na segunda-feira, 2, os participantes viajaram para o distrito de Terra Nova, no município de Careiro da Várzea (a 20 km de Manaus), para conhecer na prática como são realizados os estudos sobre os mosquitos na região.
Nesta primeira fase, sob a avaliação dos pesquisadores Wanderli Pedro Tadei, Iléia Brandão e Sérgio Bringel, o curso consistiu na coleta de larvas, análise das condições da água onde elas se reproduzem, aplicação do biolarvicida usado pelos pesquisadores do Inpa para diminuir a reprodução das larvas no seu habitat natural.
O objetivo, segundo explica o vice-diretor do Inpa e especialista em malária, Wanderli Pedro Tadei, é proporcionar o contato dos participantes com as técnicas usadas para estudar diversos mosquitos na região e com isso disseminar maneiras de evitar a proliferação deles.
Influência do ambiente
A partir das análises e dados coletados, o grupo avaliou como o ambiente favorece ou não a procriação dos mosquitos da malária e assim estabeleceu como aplicar o biolarvicida feito a base de bactérias encontradas no solo amazônico. Além da análise do ciclo de vida e do comportamento do mosquito, há a análise química da água para identificar se há condições favoráveis a procriação do mosquito.
Conforme Tadei, o contato com a técnica de combate à malária é importante, pois permite a difusão das informações sobre o controle biológico dos vetores auxiliando na redução dos casos.
“Colocar o público em contato com as informações práticas sobre o controle dos vetores da malária é uma maneira de combater a proliferação dos mosquitos e reduzir o número de pessoas infectadas”, declarou.
O pesquisador salienta sobre a necessidade da adoção de meios eficazes de contenção do mosquito. “Não se trata de extinguir os locais de reprodução das larvas do mosquito em ambientes preservados, mas de adotar meios mais eficazes de evitar o contato de pessoas com os mosquitos”, finalizou.







