Convergência de tecnologias marca telefonia 3G

Em: 18 de dezembro de 2007
Inventado por Graham Bell em 1876, o telefone passou em período razoavelmente curto do sistema fixo para o móvel, tornando o acesso às pessoas e informações mais fácil
Inventado por Graham Bell em 1876, o telefone passou em período razoavelmente curto do sistema fixo para o móvel, tornando o acesso às pessoas e informações mais fácil

Os aparelhos que revolucionam as telecomunicações neste início do século 21 têm pouco mais de cem anos de existência e a criatividade humana, impulsionada pela pesquisa em ciência e tecnologia, desempenha o fundamental papel de torná-los, a cada dia, mais presente pelas comodidades por eles acrescentadas à vida moderna.

Inventado por Graham Bell em 1876, o telefone passou em período razoavelmente curto do sistema fixo para o móvel, tornando o acesso às pessoas e informações mais fácil, e tecnicamente possível nas 24 horas do dia.

Esta possibilidade, a telefonia móvel, no entanto só se tornou possível graças ao invento de Guilherme Marconi, ao desenvolver o telégrafo sem fio, em meados dos anos 1890. Marconi, aos vinte anos, se ressentia com as estações fixas de rádio e telefonia, além da má qualidade das transmissões de ambas as tecnologias.

A convergência das tecnologias de rádio e telefonia abriu espaço para novas conquistas, entre estas o princípio das células, que deu condição de uso, pelas operadoras de telefonia, para o aproveitamento das estações de radiotelefonia por vários usuários simultaneamente.

No Brasil, a utilização dos telefones tem sua expansão mesmo na década de noventa, com serviços voltados ainda para um público restrito e de alto poder aquisitivo. As privatizações das estatais que até então operavam a telefonia fixa e móvel abriu novos nichos de negócios ao trazer para o mercado brasileiro competidores de porte internacional.

O fato de o país ter uma base móvel superior ao número de terminais fixos instalados dá bem a dimensão do negócio representado pelos celulares, que se mantém em expansão, conforme prognósticos das operadoras que prospectam segmentos diferenciados como o uso de celular pelas mulheres, onde haveria um potencial de vendas para 36 milhões de pessoas com disposição para adquirir uma linha móvel.

O aumento do número de competidoras trouxe ao mercado brasileiro condições de aquisição do equipamento e vantagens de utilização do serviço de telefonia celular a preços passíveis de contratação pelas classes com renda menor, popularizando o telefone celular, mesmo que grande parcela dos usuários tenham contratos na modalidade pré-paga.

No momento em que se faz a licitação das freqüências de terceira geração da telefonia móvel, a tecnologia a ser utilizada traz embutida a possibilidade de convergência, de se ter no celular serviços como programas de TV, transmissão e recepção simultânea de imagens e áudio, tudo em banda larga. Com isto os interlocutores podem se ver no momento em que se falam.

Mesmo com os avanços tecnológicos é sempre bom lembrar que a Europa, onde a rede de terceira geração foi implantada há mais tempo, sofreu muitos contratempos durante o período de implementação dos serviços 3G.

Os prazos estipulados para a implementar a 3G no Brasil parecem já considerar os obstáculos técnicos e até financeiros próprios do negócio. A novidade incluída pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), ao estipular o ‘filé com osso’, que obriga o arrematante de freqüência em São Paulo a prover o serviço nos Estados da Amazônia, busca operacionalizar o serviço de forma simultânea no país, considerando o tamanho dos centros urbanos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar