Copa do Mundo traz leque de oportunidades, diz superintendente

Em: 25 de agosto de 2009
“Qual o legado que este evento vai deixar para a sociedade?” O questionamento é feito pelo superintendente do Sebrae em Mato Grosso, José Guilherme Barbosa Ribeiro, ao analisar o que a escolha de Cuiabá como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014
“Qual o legado que este evento vai deixar para a sociedade?” O questionamento é feito pelo superintendente do Sebrae em Mato Grosso, José Guilherme Barbosa Ribeiro, ao analisar o que a escolha de Cuiabá como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014

“Qual o legado que este evento vai deixar para a sociedade?” O questionamento é feito pelo superintendente do Sebrae em Mato Grosso, José Guilherme Barbosa Ribeiro, ao analisar o que a escolha de Cuiabá como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014 representa para Mato Grosso.
Ele integrou a Missão Técnica à África do Sul reunindo integrantes do Sebrae de todas as cidades sede da competição e consultores. O grupo de 15 pessoas foi conhecer in loco as experiências e avaliar as soluções que estão sendo adotadas naquele país que vai sediar a Copa em 2010. O grupo visitou a Cidade do Cabo, Pretória e Johanesburgo.
José Guilherme ressalta que a Copa pode ser um marco no desenvolvimento de uma região e não apenas das cidades sedes, mas em todo o entorno delas em um raio de aproximadamente 200 quilômetros. No entanto, ressalta, é preciso ter pensamento estratégico e considerar que o evento pode deixar não só um legado esportivo, mas também se reverter para o desenvolvimento social, econômico, cultural e turístico.
Para tanto, destaca, é importante fazer um planejamento de longo prazo e focar as prioridades não só dos governos – federal, estadual e municipal – mas também do segmento empresarial, considerando a transversalidade do evento que atinge diretamente as micro e pequenas empresas. Ele lembra que em Mato Grosso, 99% das empresas são de médio e pequeno porte e é justo que elas possam usufruir do momento.
O superintendente ressalta a importância de uma ação do Governo Federal e das cidades sedes junto à Fifa para garantir que parte dos recursos aplicados antes, durante e depois do evento sejam, obrigatoriamente, direcionados às micro pequenas empresas, citando o exemplo da África do Sul, onde 30% dos recursos terão esse destino após uma negociação difícil, mas exitosa. “Pudemos ver que eles já estão faturando com a Copa quatro anos antes do evento”.
Outro ponto levantado por José Guilherme, a partir das observações feitas no país africano, é de que todas as instituições econômicas, culturais, empresariais e educacionais envolvidas com a Copa do Mundo terão foco na sustentabilidade aplicável em todos os segmentos. “A própria FIFA exige que esses procedimentos com base na sustentabilidade não sejam apenas retórica. É preciso que ela esteja presente em todas as ações, nos projetos e construções dos estádios, nas obras de infraestrutura, no atendimento do trade turístico, enfim, em todas as vertentes envolvidas nesse processo”.
“Na área da construção civil é um grande momento de desenvolvimento de novas tecnologias. Na África do Sul pudemos ver as construções utilizando muito concreto armado e pré-moldados, bem como constatar a importância que estão dando ao paisagismo e à natureza”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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