Copa e eleições podem movimentar mercado de bebidas não alcoólicas

Em: 30 de agosto de 2022
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Andréia Leite

Os eventos previstos para ocorrerem nos próximos meses, que consistem na Copa do Mundo e nas eleições, devem impactar positivamente a atividade produtiva e as vendas do segmento de bebidas.

Os indicadores de desempenho do PIM (Polo Industrial de Manaus) apontam que o segmento de bebidas, que produz refrigerantes e água, registrou faturamento de R$ 327.842.549. De 2017 até 2022, os números do primeiro quadrimestre só ficaram atrás de 2019, quando o setor faturou R$ 362.435.828. 

Os dados indicam retomada do setor, ritmo que impunha otimismo para o segundo semestre. De acordo com o presidente da Fieam  (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, o setor está retornando para o patamar que o segmento apresentou durante o período pré-pandemia.

No mesmo período do ano passado, Silva destacava que o arrefecimento da pandemia iria corroborar com a melhoria dos números retomando o consumo. É o que prova o atual cenário. 

“Esse número é, por exemplo, 25,20% superior aos indicadores do primeiro quadrimestre de 2021. Temos  uma expectativa positiva para o terceiro quadrimestre do ano, especialmente ao considerarmos a retomada dos eventos e a realização da Copa do Mundo”. 

O Sindicato da Indústria de Bebidas do Amazonas, entende que a retomada produtiva no segmento industrial, alinhada ao verão amazônico  demonstram desempenho positivo do setor, com expectativas positivas para os próximos meses. O incremento em  refrigerante deve variar de 5% a 8% e a água entre 10% a 15% em relação ao ano passado.

“Apesar da queda no consumo individual durante a pandemia, as altas temperaturas e os eventos como a Copa do Mundo e as eleições vão trazer incremento nas vendas para o setor. Já observamos alta no consumo, principalmente, nas vendas de águas”, comentou o presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas do Amazonas, Luiz Cruz,

Segundo ele, o mercado durante a pandemia foi puxado pelo consumo familiar que apresentou queda, mas não de maneira tão  acentuada. “O consumo individual está acelerado em razão do calor que favorece o mercado”. 

Ele lembra que ano passado as empresas enfrentaram entraves por falta de insumos e encarecimento nos preços das matérias-primas, o que acabaram  pressionando os custos produtivos.

Mercado cervejeiro

O Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) também reforça que o segmento está  apostando nos eventos para aumentar o vigor no mercado de bebidas com teor alcoólico.   

“A indústria da cerveja está confiante para os próximos meses, com o retorno de festivais musicais, festas tradicionais e a Copa do Mundo, que reúne duas paixões dos brasileiros: a cerveja e o futebol. Será um momento de celebrar, de encontrar a família e os amigos para assistir aos jogos, com o ineditismo de ser realizada em um mês mais quente. O Brasil é terceiro maior produtor de cerveja no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos, e a expectativa de crescimento, no volume de vendas é de 15,4 bilhões de litros para este ano, segundo projeções da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International encomendada pelo Sindicerv”, afirmou Luiz Nicolaewsky, superintende da entidade. 

Projeção varejo

Projeção da ABV (Associação Brasileira do Varejo), prevê que os grandes eventos, e datas comemorativas aqueçam o setor, aumentem até 12% no segundo semestre deste ano, em relação a janeiro e junho de 2022.

A associação considera o resultado positivo, porém ainda tímido, levando em conta o fim das medidas restritivas contra a Covid-19 e as possibilidades geradas pelos eventos do período.

Em entrevista à CNN, Luís Gustavo Santos e Silva, presidente da ABV, explica que há um esforço do varejo para que as vendas atinjam os patamares pré-pandemia, promovendo promoções e campanhas para estimular uma demanda que, até então, manteve-se reprimida nos últimos dois anos.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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