O mercado imobiliário de Manaus está prevendo uma retração, para os próximos dois meses, considerando o comportamento de alta dos índices da inflação. Mesmo com uma provável queda na procura, em virtude do reajuste do IGP-M (Índice Geral de Preço – Mercado), que indicou uma inflação de 0,45% neste mês, os representantes do setor esperam que a retração seja quase imperceptível no Amazonas, uma vez que o mercado está sob a influência dos preparativos para a Copa do Mundo. O indicador da FGV (Fundação Getúlio Vargas) é utilizado como referencial nos contratos de locação.
No acumulado de 2011, este índice registrou alta de 2,89% e um crescimento de 10,60% em 12 meses.Isso porque o IGP-M sofre influência de vários fatores, que hoje, com a alta dos juros, podem apresentar acréscimo. Um deles, o IPAM (Índice de Preços Amplos -Mercado) teve acréscimo de 0,29% neste mês. Mas, o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor- Mercado) teve variação de 0,78% em relação a março, (0,62%). O INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado) registrou alta de 0,75%.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas, Jane Picanço de Farias, o mercado local está sob a influência dos proventos da Copa do Mundo, que estimulam a compra de imóveis em cidades que vão sediar os jogos do mundial. “Deve haver uma retração em virtude da atual situação da economia nacional, embora o mercado local esteja aquecido. Mas, o próprio segmento deve criar alternativas para compensar os reajustes dos índices, oferecendo melhores condições e vantagens para os consumidores”, destacou Jane Picanço de Farias.
A presidente ainda explicou que a Copa do Mundo atrai os olhares dos investidores para o Estado. “Isso deve ocorrer por conta dos investimentos feitos visando a Copa do Mundo”, destacou a dirigente.
A presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas salientou que a relação entre a venda de imóveis e os preços praticados melhora quando a unidade apresenta a documentação completamente regularizada.
Crédito para aluguel
Para facilitar as operações com aluguel de imóveis, a Caixa Econômica Federal (CEF) lançou, neste mês, o Cartão de Aluguel Caixa, que dispensa a necessidade de fiadores ou garantia adicional. Oferecido nas principais bandeiras de crédito utilizadas no Brasil, para pessoas físicas e locatários de imóveis residenciais, o cartão terá dois limites: o limite-aluguel, exclusivo para pagamento do aluguel nas imobiliárias e o limite rotativo, para pagamento de compras em estabelecimentos comerciais, como um cartão de crédito convencional. O cartão será comercializado exclusivamente nas imobiliárias credenciadas além da rede de agências do banco em todo o país. O contrato fechado com o banco e com a imobiliária pode variar de 2 a 12 meses, no máximo. O custo do cartão será de R$ 8 por mês. Caso o usuário ative a linha do aluguel, terá de pagar também uma taxa de manutenção de 6,67% ao mês.
Para ter acesso, o usuário deve ganhar a partir de R$1.000 e estar quites com os órgãos de proteção ao crédito. A anuidade do cartão é de R$ 96 em 12 vezes e TMA (Tarifa de Manutenção de Aluguel) de 6,67% do aluguel.







