Copom decide baixar juros

Em: 1 de setembro de 2011
Enfrentando pressão por parte do mercado e do próprio governo, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu ao decidir, na noite de ontem, pela primeira vez no governo Dilma, baixar a taxa básica de juros Selic , de 12,5% para 12%
Enfrentando pressão por parte do mercado e do próprio governo, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu ao decidir, na noite de ontem, pela primeira vez no governo Dilma, baixar a taxa básica de juros Selic , de 12,5% para 12%

Enfrentando pressão por parte do mercado e do próprio governo, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu ao decidir, na noite de ontem, pela primeira vez no governo Dilma, baixar a taxa básica de juros Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), de 12,5% para 12%. O resultado confirmou a expectativa das entidades ouvidas durante o dia pelo Jornal do Commercio, que desejavam o juro menor, embora não acreditassem na alteração do BC (Banco Central).
O titular do Corecon–AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Júnior, por exemplo, apostou que a taxa seria mantida. “Há uma forte pressão para baixar a inflação de demanda que cresce com o aquecimento da economia, mas acredito que o Bacen não vá aumentar a taxa mais uma vez e sim mantê-la no mesmo patamar”, arriscou.
Agora, com o novo valor da taxa, a indústria deve comemorar, uma vez que “o resultado ideal para o industriário seria exatamente uma redução da Selic”, conforme avaliou anteriormente o economista.
Isso porque, segundo explicou o diretor executivo do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, a baixa taxa de juros representa mais crédito para o consumidor o que, por consequência, aumentaria a produção industrial.
Produção esta, que no Amazonas vem amargado queda. De acordo com os últimos dados regionais divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial no Amazonas caiu 3,7% em junho causando preocupação para o setor.
Entre os entrevistados, o vice-presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens de consumo, Serviços e Turismo do Amazonas), Aderson Frota, foi o que mais se aproximou da decisão do Comitê ao afirmar que o Estado entrou em seu melhor momento com a chegada do verão e início da produção para o Natal.
De acordo com ele, a redução de R$ 10 bilhões nos gastos anunciada pelo governo é uma estratégia para imprimir confiança frente ao Copom. “Além disso, fatores como o superavit primário que já alcançou mais de 80% da meta anual, a inflação menos galopante, a queda da inadimplência, a diminuição do deficit da Previdência Social e a reação das bolsas de valores são sintomas positivos que devem levar a redução. “Se não houver redução, mas for criada ao menos uma expectativa nesse sentido já será um bom resultado para nós”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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