A Coreia do Norte advertiu na terça-feira que continuará “defendendo sua segurança” enquanto a comunidade internacional mantiver o discurso crítico e a defesa de sanções mais rígidas contra o regime comunista. A declaração foi em resposta às criticas renovadas pelo lançamento de três mísseis de curto alcance na terça-feira, um dia depois de ter realizado seu segundo teste nuclear em três anos e de ter supostamente lançado outros três mísseis.
A delegação norte-coreana na Conferência sobre Desarmamento, reunida em Genebra, na Suíça, respondeu com renovadas ameaças as críticas que recebeu na sessão da terça-feira, principalmente da vizinha Coreia do Sul e do Japão -que disseram considerar “inaceitável” o teste nuclear realizado pelo regime de Pyongyang.
O representante de Pyongyang, An Myong Hun, advertiu: “dado que o Conselho de Segurança viola nosso desenvolvimento soberano, questionando o lançamento de um satélite com fins pacíficos e adotando sanções contra a Coreia do Norte e seu povo, não podemos fazer outra coisa do que adotar medidas suplementares de legítima defesa”.
Entre as medidas, estão “realizar testes nucleares e disparos de mísseis”. “Para salvaguardar nossa segurança nacional”, explicou An.
“Enquanto as pressões e as sanções arbitrárias forem impostas, continuaremos adotando as medidas necessárias para defender nossa segurança e a paz na península coreana”, completou. O representante sul-coreano, Im Han Taek, afirmou que o teste “é uma grave ameaça para a paz e a segurança na península coreana e no nordeste da Ásia, e inclusive representa um grave desafio para o regime internacional de não-proliferação”.
“Trata-se de um ato de provocação inaceitável e de uma negação das obrigações estipuladas na declaração conjunta sobre desnuclearização da península coreana e nos acordos surgidos das conversas a seis lados”, acrescentou Im, em referência ao diálogo entre as duas Coreias, China, Japão, Rússia e Estados Unidos pela desnuclearização de Pyongyang. Já o Japão afirmou que o teste nuclear norte-coreano é “uma grave ameaça para a segurança” de todo o nordeste da Ásia e do mundo, e expressou sua “condenação mais enérgica”.
A Rússia também expressou preocupação com o teste, mas não indicou se Moscou está disposto a apoiar novas sanções contra Pyongyang.
Já a China, principal aliada do regime, preferiu não comentar o teste e focou seu discurso em um pedido de calma e por uma solução pacífica à tensão, através do diálogo.
Coreia do Norte reage e diz defender própria segurança
Em: 27 de maio de 2009
A Coreia do Norte advertiu na terça-feira que continuará “defendendo sua segurança” enquanto a comunidade internacional mantiver o discurso crítico e a defesa de sanções mais rígidas contra o regime comunista
Redação
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