O novo dirigente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), coronel Alfredo Menezes, pretende resgatar o protagonismo da entidade frente aos desafios da ZFM (Zona Franca de Manaus) e planeja pautar sua administração no planejamento e fiscalização. Em entrevista concedida ontem, (19), na sede da autarquia, ele destacou que vai priorizar a formação de sua equipe de trabalho e o descontingenciamento dos recursos da autarquia para alavancar as atividades do setor frente aos desafios atuais do mercado.
“Quando estive com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da economia eu pedi autonomia para nomear a minha equipe e isso me foi concedido. Outra coisa que solicitei foi a autonomia financeira com o descontingenciamento dos recursos para colocarmos a Suframa como um protagonista e vetor de desenvolvimento econômico da nossa região. É fundamental que o dinheiro gerado aqui seja investido aqui”, disse.
Outro ponto prioritário que será trabalhado pelo superintendente é a agilidade na aprovação dos PPBs (Processo Produtivo Básicos) das empresas, que atualmente excede o limite máximo de 120 dias estabelecido pela lei prejudicando o desenvolvimento da indústria com o processo burocrático.
“Na prática esse prazo se excede às vezes de 6 meses, 8 meses, um ano. Sabemos que no ambiente de completa inovação tecnológica em que vivemos, se nós gastarmos esse tempo todo para aprovar um produto, quando sai da geladeira já está ultrapassado. Pedimos que se faça um estudo para que haja a possibilidade do PPB ser trazido para a Suframa”, destacou.
Outra meta estabelecida é o rearranjo e uma nova formatação dos recursos do P&D (Pesquisa e desenvolvimento), que por ser um assunto sensível de se tratar, requer a verificação de sua aplicabilidade no desenvolvimento tecnológico da região. “As empresas que trabalham com eletroeletrônico e que gozam de benefícios da Lei de P&D, elas têm que desenvolver produtos que possamos utilizar na verticalização da nossa cadeia produtiva. Nós queremos verificar se esses recursos estão sendo aplicado corretamente na nossa região. E esses são os nossos objetivos nesses primeiros dias”, disse.
O coronel reforçou, ainda, que é preciso melhorar o diálogo com outras regiões do país para estabelecer um trabalho em conjunto e desmistificar a afirmação de que a Zona Franca de Manaus é inimiga do resto do Brasil. “Não nos comunicamos bem com o resto do país. Precisamos mudar essa visão com o qual o resto do país nos enxerga. O pólo ajuda a economia de outros estados indiretamente. 99% do pneu do polo de duas rodas vem do Rio Grande do Sul. O aço utilizado vem de Minas”, ressaltou.
Otimismo na defesa do modelo Zona Franca de Manaus
Um dos defensores do modelo da Zona Franca de Manaus no congresso, o senador Plínio Valério (PSDB-AM), se mostrou bastante otimista com a nomeação do novo superintendente, e espera uma gestão mais atuante e presente frente aos novos desafios. Ele reforçou, que para isso, será necessário uma importante articulação do superintendente dentro do governo Bolsonaro para conseguir mais forças para defender modelo na região.
“Sempre que acontece uma mudança, torcemos que seja para melhor. O fortalecimento da Zona Franca começa pelo fortalecimento da Suframa, sendo assim,deposito minha confiança no sentido de que o novo superintendente encontre apoio dentro do governo federal para fazer no que tem que ser feito. Espero ainda que essa harmonia comece de dentro pra fora”, disse.







