Os Correios organizaram no fim de semana um mutirão de trabalho com os funcionários que não entraram em greve para tentar amenizar o impacto da paralisação. O balanço final apontou que 2,5 milhões de objetos chegaram aos destinatários nesses dias.
Os funcionários da empresa iniciaram uma greve por tempo indeterminado na quarta-feira da semana passada. A empresa calcula que um terço dos 110 mil funcionários aderiram ao movimento (os sindicatos falam em 70%).
O mutirão foi organizado para reduzir o atraso das correspondências. Os Correios entregam diariamente cerca de 35 milhões de objetos e a estimativa, até a sexta-feira da semana passada, era que 40% estava atrasada (42 milhões no acumulado dos três primeiros dias de greve).
O mutirão foi organizado com funcionários administrativos e do operacional da empresa (que envolve os carteiros). Além das entregas, foi feita a triagem de 20 milhões de cartas e encomendas.
Além dos atrasos, os Correios suspenderam na quarta-feira os serviços de entrega com hora programa: Sedex 10, Sedex Hoje e Disque-Coleta.
Assembleia
Os funcionários dos Correios se reuniram na tarde de ontem em todo o país e decidiram pela continuidade da greve. Os Correios afirmam que realizaram duas propostas antes da paralisação e que agora só retornam à mesa de negociação com a volta dos funcionários ao trabalho, o que é descartado pelos sindicatos.
Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de R$ 400 a partir de janeiro para todos, independentemente do salário, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994.
De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a proposta salarial apresentada pelo governo federal inclui reajuste de 6,87% para repor a inflação do período, ganho real de R$ 50 linear a partir de janeiro e abono de R$ 800.







