A corrente do comércio exterior do Amazonas chegou a US$ 1.22 bilhões em julho, 84,26% a mais do que no mesmo mês de 2009 (US$ 662.11 milhões). No ano, o Estado acumula saldo de US$ 6.64 bilhões em negócios com o estrangeiro, contra US$ 3.86 bilhões nos sete meses iniciais de 2009, uma diferença de 72,02%.
Embora a atividade tenha avançado apenas 17,31% em relação a junho (US$ 1.04 bilhão), a soma das exportações e importações do Amazonas no mês passado foi 4,27% superior ao registrado em julho de 2008 (US$ 1.17 bilhão), quando a região ainda não havia mergulhado na crise econômica global. Os números foram fornecidos pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Celulares e bebidas
O PIM (Polo Industrial de Manaus) voltou a puxar os números de importação (US$ 1.10 bilhão) e exportação (US$ 112.19 milhões) do mês passado, com altas de 87,99% e 1,12% na comparação de julho com o mesmo mês de 2009, respectivamente.
Os produtos mais exportados foram celulares (US$ 44.32 milhões), preparação para elaboração de bebidas (US$ 12.20 milhões), aparelhos de barbear não elétricos (US$ 6.66 milhões). Os principais clientes do polo se concentraram na Argentina (US$ 237.16 milhões), Venezuela (US$ 57.18 milhões) e Colômbia (US$ 56.89).
Para o ex diretor- executivo da Aceam (Associação do Comércio Exterior da Amazônia) e consultor de comércio exterior da Fieam (Federação da Indústria do Estado do Amazonas), Moacyr Bittencourt, o resultado positivo obtido pela balança comercial do Amazonas é natural, já que as indústrias procuram sempre acompanhar o mercado externo. “Estamos exportando mais do que importando, o que é normal para o mercado. A esperança é que as exportações cresçam ainda mais”, diz Bittencourt.
Na avaliação do secretario executivo da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), Thomaz Nogueira o período é realmente de crescimento, em função também da crescente melhoria de controle do Estado. “A tendência para o segundo semestre é de recuperação ao mesmo período de 2009, quando tivemos nosso pior momento”, ressaltou, acrescentando que as linhas de produção de televisores e motocicletas são as que mais contribuem para essa recuperação.
Óleo diesel entra na pauta de importações
As importações por sua vez tiveram alta de 87,99% em julho, com US$ 1.10 bilhão (2010) contra US$ 587.27 milhões (2009). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o aumento foi de 75,37% em relação ao mesmo intervalo de 2010, passando de US$ 3.41 bilhões (2009) para US$ 5.98 bilhões (2010).
Os principais fornecedores, mais uma vez, foram China (US$ 352.66 milhões), Coréia (US$ 198.47 milhões) e Japão (US$ 115.31 milhões). A pauta de importações foi liderada por componentes para aparelhos de TV (US$ 275.98 milhões), óleo diesel (US$ 46.19 milhões) e componentes para telefonia (US$ 33.48 milhões).
Segundo o secretario executivo da Sefaz, a presença do combustível na segunda posição do ranking de compras externas do Amazonas se deve ao aumento no consumo de energia do Estado, o que levou a Petrobrás a elevar as importações do produto.







