A constante oscilação negativa do dólar impactou na retração de 10% a 15% no preço dos alimentos importados que compõem as ceias de fim de ano. Confiantes na baixa cotação da moeda americana, que varia abaixo da casa dos R$ 2, comerciantes esperam sair ganhando e projetam um faturamento superior a 30%, no último mês do ano, em comparativo com o ano anterior.
Segundo dados da Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia) o consumo dos importados alimentícios teve um crescimento de 18% no segundo quadrimestre de 2007 frente ao percentual registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente do órgão, Wilson Luiz Buzato Périco, o volume dessas importações neste ano aumentou consideravelmente em relação ao índice registrado do ano passado.
O presidente estimou um crescimento acumulado de até 20% em importações em 2007. “Esperamos que os consumidores atendam às expectativas de mercado e tenham um natal com produtos diversificados”. Neste ano, a média de preço das cestas natalinas com produtos importados deve variar entre R$ 100 e R$ 2.200.
O representante alertou que a desvalorização do dólar faz com que os produtos importados estejam mais presentes e ao mesmo tempo mais acessíveis, porém é necessário estabelecer um certo limite quanto à entrada destes produtos, pois em excesso, podem desfavorecer a cadeia de produção nacional e por consequência, o mercado local.
Para os comerciantes de importados, a atual oscilação do dólar vai beneficiar os consumidores interessados em compor a ceia natalina com produtos como bacalhau, vinhos portugueses, espanhóis, franceses, chilenos e argentinos, além de champagne e espumantes diversos, azeites italianos, queijos, biscoitos, chocolates suíços, frutas etc.
Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior), acerca das importações nacionais, apontam que até agosto deste ano foram negociadas 29,2 toneladas de bacalhau, 19 t a mais do que as 10,2 toneladas trazidas para o Brasil nos primeiros oito meses de 2006. Já os vinhos, representaram neste ano, montante de aproximadamente US$ 1.4 milhão, frente aos US$ 570.6 mil do ano passado.
Comerciantes do segmento esperam resultado positivo
Especializado na comercialização de vinhos importados, azeites, frutas cristalizadas e bacalhau, o diretor comercial da Panificadora Nossa Senhora de Fátima, Joaquim Nogueira, acredita que haverá aumento de no mínimo 30% nas vendas deste fim de ano, num comparativo com o mesmo período do ano anterior.
Nogueira disse que os importados estarão cerca de 15% mais baratos devido a atual desvalorização da moeda americana. “Com dólar em baixa, a ceia natalina fica mais farta, diversificada e principalmente mais barata”, afirmou o empresário, salientando que o consumidor também vai sair ganhando.
O empresário afirmou que sua panificadora possui uma exclusiva adega com mais de cem tipos de vinhos. Entre eles, portugueses, com destaque para os do Porto o carro-chefe de vendas, franceses, espanhóis, chilenos, argentinos e outros. Os azeites, em maioria italianos, também devem estar presentes na mesa do amazonense e o bacalhau aparece como uma boa opção de compra, comercializado a R$ 50/Kg, o do Porto, e R$ 65/Kg o Mohua.
Bebidas finas
Outra que também espera bons resultados no fim do ano é a Top Internacional, almejando 30% de aumento nas vendas de bebidas importadas em dezembro, em relação ao ano passado. De acordo com o supervisor de vendas da loja Marcos Vinícius, se a tendência de queda do dólar continuar, o reflexo será sentido diretamente nos preços e quantidade de rótulos nas prateleiras.
A Top comercializa em média de 9.000 garrafas por mês a preços variáveis entre R$ 12 e R$250. O supervisor acredita que depois de um ano de espera vai poder atingir suas expectativas de crescimento, mas ressalta que o dólar apenas contribuiu para a redução do valor. “Vale lembrar que há excesso de produção da bebida no mundo e a ofer






