Cozinhas projetadas têm mercado promissor

Em: 17 de dezembro de 2009
Com o público da classe A e B sendo a maior parte da clientela, o mercado de cozinhas projetadas de Manaus se mostra promissor entre os proprietários de lojas e fábricas do segmento
Com o público da classe A e B sendo a maior parte da clientela, o mercado de cozinhas projetadas de Manaus se mostra promissor entre os proprietários de lojas e fábricas do segmento

Com o público da classe A e B sendo a maior parte da clientela, o mercado de cozinhas projetadas de Manaus se mostra promissor entre os proprietários de lojas e fábricas do segmento. Segundo alguns empresários do ramo, as lojas passaram por um período difícil, fruto da crise na construção civil, que ocasionou em um tímido número de lançamentos imobiliários e, por conseguinte, pouca demanda em projetos de móveis modulados para residências.
No entanto, o setor parece dar sinais de uma retomada, com o aumento de demanda fazendo as empresas trabalharem a todo o vapor neste fim de ano, com ótimas expectativas para 2010. Exemplo desse cenário é a Divina Móveis. A proprietária Maristela Schitini disse ter percebido uma boa procura neste fim de ano, mas afirmou que 2009 como um todo não foi tão satisfatório quanto os anos anteriores. Segundo ela, jovens casais no início de suas vidas a dois ou simplesmente pessoas querendo melhorar o espaço físico de suas cozinhas são o perfil do público consumidor. Maristela revelou que o serviço de cozinha projetada pode ficar entre R$ 500 e R$ 30 mil, dependendo do espaço no qual será instalada e dos materiais escolhidos.
A empresária informou que sua empresa é a única em Manaus a ter linha de montagem e, segundo a mesma, o diferencial da Divina Móveis é oferecer assistência técnica em seus produtos. “Minha fábrica já está em Manaus há 18 anos e o fato de possuirmos linha de montagem fixa na cidade é um grande bônus ao cliente, pois ele recebe uma assistência diferenciada, sem o risco de ser prejudicado por não haver alguma peça”, enfatizou.

Estagnação no mercado

De acordo com o diretor da unidade manauense da Evviva Bertolini, Márcio Marinho, a empresa não percebeu um aumento ou recuo nas vendas, ficando no mesmo patamar de 2008. Para ele, esta falta de crescimento é, sem dúvida, devido à crise no setor imobiliário. Porém, o diretor ressaltou que de outubro deste ano até o momento as vendas tiveram uma leve aquecida. A expectativa para 2010, de acordo com Marinho, é de um incremento de 15% a 20% no decorrer do ano.
Cerca de 25% da clientela da Evviva Bertolini é formada por empresas, a outra, segundo o diretor, é por pessoas pertencentes às classes A e B e uma pequena parcela da classe C. Ele informou que o valor do projeto varia de acordo com o material escolhido, tipos de portas e acessórios secundários.
“Algo que vem sendo bastante procurado pelos clientes são cozinhas com gavetas aramadas, porta talheres com amortecedores, amortecedores de portas e gavetas de canto, que é novidade surgida em nossa empresa”, declarou. Marinho falou também da mudança de pensamento quanto às cores que uma cozinha deve ter, estando a cor branca sendo deixada de lado cada vez mais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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