CPI adia votação para convocar tesoureiro do PT

Em: 7 de abril de 2010
A CPI da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) na Assembleia de São Paulo adiou ontem a votação do requerimento para convocar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto
A CPI da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) na Assembleia de São Paulo adiou ontem a votação do requerimento para convocar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto

A CPI da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) na Assembleia de São Paulo adiou ontem a votação do requerimento para convocar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O pedido deve ser tratado apenas na próxima sessão da comissão, que acontecerá na terça-feira.
O requerimento não foi votado porque, segundo o regimento da Casa, ele precisa ser publicado com um dia de antecedência. Apesar de ter sido divulgado semana passada, o pedido foi apresentado ontem pelos deputados do PT em São Paulo, Antonio Mentor e Vanderlei Siraque.
Os petistas também querem a convocação do promotor José Carlos Blat, que investiga o caso envolvendo a cooperativa.
Na reunião, o deputado Bruno Covas (PSDB) foi escolhido relator da comissão. A CPI é presidida pelo deputado Samuel Moreira (PSDB).
Além do relator e presidente, os partidos que apoiam o governo estadual -assumido hoje pelo tucano Alberto Goldman- têm mais cinco deputados: Celso Giglio (PSDB), Waldir Agnello (PTB), Roberto Morais (PPS) e Estevam Galvão (DEM) e deputado Chico Sardelli (PV).
Ontem, o presidente da comissão avaliou que este não é o melhor momento para fazer o depoimento do tesoureiro do PT. “Em princípio, acho que deveríamos aprofundar mais nas investigações e nas denúncias e diagnosticar a cooperativa [antes de ouvir Vaccari]’’, afirmou Moreira.
Para Moreira, seria preciso ouvir outras pessoas para embasar o depoimento de Vaccari. No entanto, o deputado afirmou que irá votar os requerimentos amanhã. “Precisamos discutir a pertinência do pedido.’’ Moreira nega que as investigações da comissão serão influenciadas pela eleição, que acontece daqui seis meses.
O PT diz que a convocação de Vaccari serve para esclarecer as suspeitas que pairam sobre ele. O partido argumenta que como ele já falou ao Senado e, por isso, não há problema de passar pelo depoimento na Assembleia.
Na semana passada, Vaccari foi com o advogado da cooperativa, Pedro Dallari, no depoimento ao Senado. Ele se esquivou de participar de acareação com o corretor de câmbio Lúcio Bolonha Funaro, que acusou o petista em depoimento ao Ministério Público de desviar recursos da Bancoop para o esquema do mensalão do partido. Pressionado pela oposição para aceitar uma acareação com o corretor, Vaccari disse que precisa consultar o partido antes de decidir sobre o pedido. “Falo para os senhores, com todos os outros. Isso [acareação] temos que discutir depois com a direção partidária’’, afirmou.
Vaccari disse desconhecer qualquer desvio de verbas da cooperativa para beneficiar o ex-ministro José Dirceu. Em 2005, na série de depoimentos que prestou ao Ministério Público Federal, Funaro acusa o ex-ministro de se beneficiar pessoalmente dos negócios fechados por fundos de pensão sob controle do PT.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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