CPI será instalada nesta terça-feira, mas sem plano de começar a funcionar

Em: 14 de julho de 2009
A CPI da Petrobras, programada para começar nesta terça-feira, promete ser palco de grandes embates políticos. Governo e oposição escalaram seus principais líderes para participar das investigações
A CPI da Petrobras, programada para começar nesta terça-feira, promete ser palco de grandes embates políticos. Governo e oposição escalaram seus principais líderes para participar das investigações

A CPI da Petrobras, programada para começar nesta terça-feira, promete ser palco de grandes embates políticos. Governo e oposição escalaram seus principais líderes para participar das investigações. O governo tem ampla maioria e quer passar o rolo compressor, evitando constrangimentos ao Palácio do Planalto e aos diretores da estatal.
Os partidos governistas têm oito das 11 vagas de titular, enquanto a oposição ficou com apenas três cadeiras. Seguindo orientação do governo, os líderes alinhados com o Palácio do Planalto não abriram mão dos cargos de comando, que foram entregues ao PT e ao PMDB.
Os líderes do PMDB, Renan Calheiros (AL), e do PT, Aloizio Mercadante (SP), disputam nos bastidores as indicações. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), é cotado para assumir a relatoria.
Tem a seu favor o histórico de fidelidade ao governo. Para a presidência, os governistas indicam que podem escolher o senador João Pedro (PT-AM). Os nomes devem ser confirmados hoje, horas antes da instalação da CPI. Apesar das incertezas sobre o principal cargo de comando da CPI, o governo já orientou os governistas -que são maioria- a engavetar requerimentos de convocação de autoridades do alto escalão do governo, como a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Os governistas teriam em mãos uma lista de quem pode ou não ser convocado.
Mesmo com toda essa estratégia, os oposicionistas dizem que podem dar trabalho ao governo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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