Crédito para pessoa física volta a ser disputado em 2013

Em: 28 de fevereiro de 2013
Responsável por quase um terço das operações de crédito no país, os empréstimos para pessoas físicas feitos com recursos livres devem ser mais disputados em 2013
Responsável por quase um terço das operações de crédito no país, os empréstimos para pessoas físicas feitos com recursos livres devem ser mais disputados em 2013

Responsável por quase um terço das operações de crédito no país, os empréstimos para pessoas físicas feitos com recursos livres devem ser mais disputados em 2013. As instituições que enfrentaram problemas de inadimplência no ano passado, em especial na carteira de veículos, devem agora atuar com mais vigor, tentando recuperar parte do espaço perdido para os bancos públicos, mesmo considerando um cenário de alta moderada das taxas de juros.
Os recursos livres são aqueles que os bancos captam e podem destiná-los a qualquer modalidade de crédito. O estoque dessas operações a pessoas físicas era de R$ 697,7 bilhões ao final de janeiro, segundo divulgou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. O motante representa 29,5% do total de empréstimos do país. O volume também representa um crescimento de 0,8% em relação ao mês anterior e de 10% nos 12 meses encerrados em janeiro. Houve retração dos empréstimos para empresas e estagnação dos para pessoas físicas -a exceção foi o crédito consignado, cujas concessões cresceram 33% em um mês.
O consignado, junto do financiamento de veículos, são as duas carteiras mais representativas do segmento crédito livre, com estoques de, respectivamente, R$ 192,5 bilhões e R$ 193,5 bilhões. E foi justamente devido à estratégia adotada em relação a esses dois produtos que o Banco do Brasil (BB) conseguiu retirar do Itaú Unibanco a liderança no crédito a pessoas físicas.
No BB, esses créditos somavam R$ 142,37 bilhões em dezembro —empréstimos a pessoas físicas, com exceção de financiamento imobiliário, que é uma operação feita majoritariamente com recursos direcionados. Em seguida aparece o Itaú, com R$ 131,8 bilhões, seguido por Bradesco e Santander. A Caixa, por não incluir o financeiro imobiliário, aparece em quinto. “A nossa expectativa é que deve haver uma retomada pelos bancos concorrentes devido à perda substancial de mercado. Eles devem retornar porque já passaram por uma revisão de carteiras”, afirmou Marcelo Labuto, diretor de empréstimos e financiamentos do BB.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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