O presidente da Acomac (Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Manaus), Ivan Bezencry, confirmou um aumento “entre 3% e 4%” das vendas do setor em outubro na cidade, se comparado com o mês de setembro e com igual período do ano passado. Seguindo o crescimento divulgado ontem pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção). No entanto, considerou o aumento insignificante e frustrante para as expectativas. O setor deve encerrar o ano com metade do crescimento esperado para 2013.
Segundo Benzecry o mês de setembro costuma ser sempre um mês negativo em virtude do grande número de feriados. Além disso, com a proximidade da Copa do Mundo e chegada do fim do ano, o crescimento esperado era bem maior. “Esperávamos um crescimento mínimo de uns 8% esse mês. Ficamos com a metade. É um aumento insignificante”, conta. O vendedor Francisco Paiva, da Força Construtiva, confirma que as vendas estão abaixo do esperado. “Sentimos até uma redução este ano. Talvez pela alta dos preços ou aumento da concorrência. Mas com certeza está abaixo do esperado”, comenta.
A situação econômica do país, o início precoce das chuvas e a alta oferta de imóveis prontos que não estão sendo comercializados entre os fatores que explicariam o crescimento aquém do esperado. “As novas obras são poucas. Há uma oferta grande de imóveis que não estão saindo, é isso que estamos vendo. Isso nos sinaliza uma retração”. De acordo com Benzecry os materiais para acabamento que seguram o crescimento no mercado. “Em virtude disso estão se sobressaindo em relação as matérias básicas”, completa.
A expectativa de crescimento no ano era de 10%, no entanto agora já se trabalha com uma expectativa de crescimento de metade desse valor. “As chuvas começaram antes, fica difícil prever algo. Pelo menos não teremos a seca que atrasou a chegada de alguns materiais como no ano passado. Mas as chuvas atrapalham as obras e com isso as vendas. O nosso crescimento deve chegar a, no máximo, 5%, bem abaixo da expectativa inicial”, comenta.
2014 preocupa
Na opinião de Benzecry o “Brasil vive uma crise financeira disfarçada, que aqui ainda se manifesta pouco em virtude de sermos uma cidade-sede da Copa, de termos as indústrias de eletroeletrônicos que seguram a economia nesse final de ano”. Com isso o o presidente da Acomac garante que há uma preocupação muito grande do comércio para o ano que vem.
A instabilidade econômica, inflação, crise globalizada, e até mesmo as eleições reforçam a preocupação, “Ano que vem será um ano eleitoral mais turbulento como foi na época em que o Lula se elegeu. A economia toda irá sentir. Ainda teremos um mês a menos de vendas, praticamente, por causa da Copa. Não sei dizer em porcentagens, mas prevejo um 2014 difícil”, ressalta.






