Criação de incubadoras está em expansão no AM

Em: 17 de dezembro de 2007
Na medida em que é capaz de induzir o surgimento e consolidação de novas unidades produtivas, o processo de incubação é visto como fundamental para o fortalecimento
Na medida em que é capaz de induzir o surgimento e consolidação de novas unidades produtivas, o processo de incubação é visto como fundamental para o fortalecimento

Mesmo com menos de 5% do total de incubadoras existente no país, o estímulo à criação de micro e pequenas empresas através dessas organizações na região Norte está em fase de expansão. A informação é da Rami (Rede Amazônica de Incubadoras de Empresas). No Amazonas, empresas incubadas já se preparam para continuar no mercado com os próprios recursos, e novas incubadoras iniciarão suas atividades a partir de 2008.

Na medida em que é capaz de induzir o surgimento e consolidação de novas unidades produtivas, o processo de incubação é visto como fundamental para o fortalecimento do empreendedorismo local, servindo de suporte para o seu desenvolvimento socioeconômico, segundo o presidente da Rami, Amilton de Almeida.

O executivo reconhece, contudo, a necessidade do desenvolvimento de uma cultura empreendedora no amazonense, e para isso cita instituições a exemplo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) como parceiras de quem almeja o próprio negócio. “Eles oferecem centenas de cursos e oportunidades, o problema é que as pessoas não vão atrás”, afirmou.

Unidades produtivas

Para ele, é preciso seguir o exemplo dos Estados Unidos e de países da Europa, onde a incubação já existe há bastante tempo. No Brasil, o programa tem duas décadas, sendo que no Amazonas são apenas oito anos. “Precisamos aprender a sair da faculdade e montar nosso próprio negócio. Ainda somos educados a procurar emprego, e isso está cada vez mais difícil”, argumentou.
Nesse sentido, o representante enfatizou a importância de uma maior divulgação da existência de programas como o de incubação, suas vantagens e os requisitos para participar deles. Das 14 incubadoras do Norte associadas a Rami, seis estão no Pará, e quatro no Amazonas. Os outros Estados são Amapá, Rondônia e Tocantins.

O Cide (Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial), o InCBA (Incubadora do Centro de Biotecnologia da Amazônia), o InCefet (Incubadora do Centro Federal de Educação Tecnológica) e o IDesign/Fucapi (Incubadora de Design da Fundação de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) são os centros vinculados à Rami no Amazonas.

Almeida informou a existência de outras incubadoras no Estado, mas ainda não filiadas à Rede, como é o caso da que funciona no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e na Escola Agrotécnica Federal do Amazonas. “O Sebrae inaugurou a sua incubadora esse ano, de cooperativismo e associativismo, e a Ufam [Universidade Federal do Amazonas] está com planos para entrar nessa área em 2008”, disse.

Futuras empresas de sucesso no mercado empreendedor

Segundo o presidente da Rami há muitos exemplos de sucesso no processo de incubação no Amazonas. Somente no Cide, oito empresas graduaram (saíram da incubação) desde a sua fundação há oito anos, sendo cinco delas em 2007. Ao todo, 45 empresas já passaram pelo centro. “Algumas ficam pelo caminho, mas não é por falta de suporte nosso”, observou.

No Centro há atualmente 24 empreendimentos incubados, e este mês outros seis entrarão no programa cujo faturamento até o mês de novembro de 2007 foi de R$ 5 milhões. Com a criação do Cide 2, serão mais 20 oportunidades no próximo ano.

Novos projetos

O paradoxo é que o desempenho do faturamento deverá cair pela metade, segundo o executivo. “Contudo, isso não é uma coisa ruim, pois haverá espaço para outras, no lugar das que estarão graduando. Quem entrar, começará do zero, daí a explicação para essa queda”, explicou.

Uma das incubadas a deixar o Cide em 2008 é a desenvolvedora de softwares, Fabriq. Segundo o proprietário, Fredson Andrade, foram investidos R$ 100 mil em 2006 na compra equipamentos, como parte da preparação para a mudança de endereço. “Projetamos alavancar nossa carteira de clientes, e elevar nosso faturamento em 35% no próximo ano em relação a 2007”, afirmou.

Até novembro desse ano, a empresa obteve uma alta de 30% no faturamento em relação aos 11 primeiros meses de

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar